Preview Crazy Taxi: World Tour | jogo diverte na BGS 2026, apesar do desempenho

A SEGA pegou todos de surpresa durante o The Game Awards 2023 ao anunciar o retorno de franquias adormecidas. Uma dessas IPs que retornaria para o público moderno era Crazy Taxi: World Tour, produzido pelas mãos de ninguém menos que o criador da série, Kenji Kanno.

Quase três anos mais tarde, a produtora japonesa trouxe uma demonstração de Crazy Taxi: World Tour para a Brasil Game Show 2026 e convidou o Canaltech para um teste de cerca de 30 minutos.

Na feira, pudemos explorar um pouco do jogo ambientado nas áreas da Baía de São Francisco e da Alemanha, que chega no início de 2027 para PC, Nintendo Switch 2, PlayStation 5 e XBOX. Afinal, o retorno do clássico do Dreamcast merece cinco estrelas?

Crazy Taxi: World Tour promete gráficos bonitos em um mundo um pouco cruel

Embora Crazy Taxi: World Tour tenha sido anunciado inicialmente como um jogo com foco em multiplayer massivo, o criador da série acalentou nossos corações ao afirmar, anos depois da revelação, que o título tem foco no single-player com modos para mais de um jogador.

A IP é conhecida por sua gameplay bem arcade, diferente dos titãs de corrida como Forza e Gran Turismo aos quais estamos acostumados hoje em dia. Isso se traduz em um jogo sem qualquer compromisso com o realismo e focado principalmente na diversão de dirigir um táxi tresloucado a toda velocidade.

A primeira coisa que salta aos olhos em Crazy Taxi: World Tour é justamente seus gráficos, que trazem um salto expressivo em relação ao título original, digno de uma distância de quase 30 anos entre o primeiro e o último jogo. A SEGA aqui não brincou em serviço, exceto por um detalhe.

Crazy Taxi: World Tour rodou num PC em nossos testes e não pudemos deixar de notar o péssimo desempenho na BGS 2026. Não sabemos ao certo se a build estava com problemas ou se o jogo ainda está em um estado precário de otimização. A única coisa que que ficou clara é que parte da experiência com o jogo foi regada a quedas de quadros e travamentos a cada esquina.

Todo carro precisa manter o para-brisa limpo, mas, infelizmente, o HUD de Crazy Taxi: World Tour é bem 'sujo' e repleto de ícones. Há também algumas deficiências de interface. Por exemplo: os traçados de caminhos que temos que seguir não são muito claros, enquanto os objetivos e locais de embarque e desembarque dos passageiros são grosseiros e fogem do estilo do jogo. São detalhes pequenos, mas que destoam e incomodam o suficiente para que eu os aponte aqui.

Crazy Taxi: World Tour brilha na trilha sonora e na gameplay divertida

Embora a interface e o desempenho não tenham sido os pontos altos da experiência, Crazy Taxi: World Tour deixa os adversários comendo poeira quando o assunto é trilha sonora e diversão. O jogo repete a playlist nostálgica do título original, com direito a The Offspring e Bad Religion.

Crazy Taxi World Tour

As músicas acompanham o simples, mas caótico ciclo de gameplay de Crazy Taxi que já conhecemos, com ritmo veloz, drifts e turbos que permitem voar pelas ruas. Conseguimos testar dois tipos de tarefas no jogo: o clássico serviço de táxi, no qual precisamos embarcar e desembarcar um certo número de passageiros dentro de um limite de tempo; e o serviço de entrega de pizzas, cujo objetivo é fazer entregas sem perder muitas caixas.

É simples e bem direto ao ponto. Isso não é um problema, mas a preocupação é como a SEGA conseguirá sustentar esse gameplay loop por tempo suficiente sem perder a graça e fazer o título valer a compra.

Apesar desse pé atrás, Kanno revelou em uma entrevista em junho de 2026 que pretende dar profundidade narrativa à história e aos personagens, o que deve acrescentar uma pincelada de novidade à série. O próprio mundo aberto pode ser uma das portas de entrada para o público moderno.

Até lá, nossa expectativa é que a SEGA consiga consertar as estradas esburacadas de Crazy Taxi: World Tour e ofereça uma experiência otimizada e redondinha, à altura do carinho que a série merece em um retorno tão aguardado.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}