Qual é a maior TV à venda no Brasil hoje? Entenda o que mudou em um ano

O mercado de TVs gigantes evoluiu rapidamente e, em 2026, a disputa pelo título de maior tela do Brasil ganhou novos protagonistas. Hoje, três modelos lideram esse segmento: a Samsung Vision QN90F, a TCL C7K e a Hisense 116UX, atualmente a maior TV comercial disponível no país, com 116 polegadas.

O que realmente mudou no último ano foi a tecnologia aplicada nessas telas, que agora disputam brilho, controle de luz e inteligência artificial embarcada.

As maiores TVs do Brasil hoje

A liderança em tamanho absoluto é da Hisense 116UX, com 116 polegadas, seguida muito de perto por dois modelos de 115 polegadas: a TCL C7K e a Samsung QN90F. A diferença de uma polegada é irrelevante na prática. O que realmente diferencia esses modelos é a tecnologia.

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Até 2024, TVs acima de 100” eram raras e extremamente limitadas. A partir de 2025, passaram a ser produtos comerciais, com distribuição no Brasil e foco em consumidores premium.

O que muda entre os três modelos?

Apesar de semelhantes no tamanho, cada TV aposta em uma abordagem diferente.

1. Tipo de painel e tecnologia

A Samsung QN90F utiliza a tecnologia Neo QLED com Mini LED e pontos quânticos, oferecendo alto brilho e cores intensas. O modelo ainda aposta em inteligência artificial com o processador NQ4 AI Gen3, capaz de melhorar imagem e som em tempo real.

A TCL C7K segue uma linha semelhante com QD-MiniLED, combinando Mini LED com Quantum Dot para cores vibrantes e bom contraste.

Já a Hisense 116UX se diferencia ao usar RGB MiniLED, uma evolução mais avançada que dispensa filtros de cor tradicionais. Isso permite maior precisão cromática e eficiência luminosa.

A TCL C7K é a mais nova TV gigante do mercado brasileiro (Divulgação/TCL)

2. Brilho e contraste

O brilho é um dos pontos mais importantes nesse segmento. A Samsung QN90F aposta em alto brilho com HDR avançado (Neo Quantum HDR+), além de melhorias por IA que ajustam cada cena automaticamente.

A TCL também entrega brilho elevado, típico do MiniLED, mas com foco em equilíbrio entre desempenho e custo.

A Hisense, por outro lado, se destaca por níveis extremos de brilho e maior controle de luz, graças ao uso de LEDs RGB independentes, o que melhora o contraste e reduz halos.

3. Inteligência artificial e processamento

Aqui, a Samsung assume protagonismo. A linha Vision AI traz recursos como upscaling inteligente, reconhecimento de cena e até interação por voz contextual, transformando a TV em um hub mais interativo.

A TCL também oferece processamento avançado, mas com menos foco em IA conversacional. Já a Hisense investe mais em hardware de imagem do que em recursos inteligentes, priorizando qualidade visual pura.

4. Experiência geral e proposta

A Samsung QN90F tenta ser a mais completa: une tela gigante, IA avançada, recursos gamer (até 144 Hz) e integração com serviços de nuvem.

A TCL C7K se posiciona como uma opção mais “acessível” dentro desse segmento ultra premium. Já a Hisense 116UX aposta em inovação tecnológica de imagem, mirando quem busca a melhor qualidade possível, independente do preço.

O modelo da Hisense é o maior do Brasil, com 116 polegadas, mas só está disponível sob encomenda (Wendel Martins/Canaltech)

Vale o investimento?

Apesar do avanço, essas TVs ainda são produtos extremamente nichados. Os preços ultrapassam facilmente a casa dos seis dígitos e o tamanho exige ambientes bem amplos.

A mais barata é a recém-lançada TCL C7K, que se encontra disponível a partir de R$ 130 mil. A Samsung QN90F sai apenas um pouco mais caro, pelo preço sugerido de R$ 134 mil. A mais cara é o modelo da Hisense, custando a partir de R$ 150 mil.

Atualmente, apenas o modelo da TCL pode ser encontrado com estoque disponível no mercado. Em resposta ao Canaltech, a Hisense explicou que seu modelo é vendido sob encomenda, um procedimento padrão para produtos mais caros.

“Neste caso, o processo é realizado sob demanda: após a confirmação da venda, o varejista efetua o pedido junto à Hisense, iniciando o fluxo de faturamento e entrega. Trata-se de um modelo de abastecimento “entrada e saída”, comum para produtos de maior valor agregado e menor giro” afirma a marca.

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