Quanto tempo de música um fone sem fio aguenta na prática?

A caixa do fone promete dias de música, mas a realidade da bateria pode ser diferente. O Canaltech testou diversos fones no formato bud e headsets erevela a autonomia verdadeira de aparelhos populares do mercado.

Aquelas promessas bem escritas do pessoal do marketing sobre baterias de longas durações, quase infinita, podem seduzir qualquer consumidor. Afinal, na hora de comprar um fone sem fio, a autonomia da bateria aparece como um dos fatores mais críticos.

As fabricantes costumam destacar números impressionantes nas caixas, porém o uso diário revela um cenário distinto. Fatores como o volume, a ativação do cancelamento de ruído ativo (ANC) e a quantidade de chamadas afetam o consumo de energia de forma drástica. 

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Para descobrir a duração real da bateria de fones, uma compilação de testes rigorosos do Canaltech ajudou a traçar uma média realista de tempo livre do carregador.

Buds: a portabilidade em troca de recargas mais frequentes

O Galaxy Buds 3 oferece boa autonomia de energia (Imagem: Ivo Meneghel Jr/Canaltech)

Os fones intra-auriculares, ou buds, priorizam a discrição e a leveza. Por causa do tamanho compacto, a bateria embutida em cada lado é minúscula. 

A média de reprodução contínua extraída das avaliações do Canaltech fica entre 6 e 8 horas antes de uma visita ao estojo de carga. 

Aparelhos analisados como Samsung Galaxy Buds 3 e o Motorola Moto Buds Plus refletem bem essa faixa, e são ideais para o trajeto diário ou atividades físicas. 

Há exceções positivas, como o JBL Live Beam 3, que ultrapassa a marca de 10 horas com certa facilidade. Apesar da capacidade menor nas cápsulas, o estojo adiciona múltiplos ciclos de carga. 

Dessa forma, o conjunto total também oferece uma experiência prolongada, embora o usuário precise de pausas curtas para repor a energia dos fones.

Headsets: resistência para dias longe da tomada

Apesar do preço alto, o Alienware Pro Wireless apresenta muita qualidade sonora e recursos avançados (Imagem:  Raphael Giannotti/Canaltech)

Os modelos maiores possuem vantagem óbvia: espaço interno. Baterias mais robustas garantem uma tranquilidade enorme aos usuários. 

Ao avaliar os reviews de diversos aparelhos no Canaltech, é possível conferir uma média que gira em torno de 50 horas de reprodução contínua. 

Equipamentos como o Edifier WH700NB chamam a atenção ao alcançar perto de 68 horas de música ininterrupta. Outro exemplo marcante é o Haylou S30, que entrega semanas de uso casual com uma única carga. 

Obviamente, existem modelos focados em gamers, como o Redragon Zeus Pro ou o Alienware Pro Wireless, também entram na balança. 

Recursos mais avançados, como o uso intenso do microfone e conexões de baixa latência, reduzem a marca, mas ainda mantêm um padrão alto. Apesar dos preços mais elevados em alguns casos, headsets modernos exigem recargas menos frequentes em relação aos buds. 

No entanto, em muitos casos a questão não é sobre se uma classe de modelos é melhor do que a outra, mas sim o tipo de uso a ser feito pelo usuário. 

Quem prefere mobilidade e agilidade para usar o dispositivo na rua, com a possibilidade de carregá-lo até mesmo nos bolsos, fatalmente vai optar por um fone intra-auricular, enquanto quem procura mais conforto, bateria com maior duração, provavelmente vai optar por algo na linha dos headsets.

Leia a matéria no Canaltech.