Pesquisa da Vindi em parceria com o Opinion Box mostra que 46% dos brasileiros pagam mais de R$ 100 por mês somando todas as assinaturas que possuem, entre streaming, serviços essenciais e categorias mais recentes como inteligência artificial e nuvem. O levantamento também aponta que 51% dos entrevistados esperam aumentar esses gastos nos próximos cinco anos.
O Relatório Assinaturas 2026 ouviu 1.040 pessoas de todas as regiões do Brasil entre junho e julho deste ano. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Expectativa de gasto cresce ano a ano
A parcela de brasileiros que espera gastar mais com assinaturas no longo prazo vem subindo de forma constante. Em 2024, a expectativa era de 46% dos entrevistados, passou para 48% em 2025 e chegou a 51% neste ano.
Para os próximos 12 meses, a projeção é mais conservadora. 62% dos brasileiros pretendem manter o valor atual dos gastos, enquanto 22% esperam pagar mais.
Streaming lidera, mas o mercado se diversifica
Streaming segue como a categoria mais popular entre os assinantes, presente em 79% das respostas. Música e podcasts aparecem em 55% dos casos, e cursos online somam 33%.
Categorias mais recentes já disputam espaço no orçamento das famílias. Assinaturas de nuvem chegam a 43% dos entrevistados, alimentação soma 42% e ferramentas de inteligência artificial aparecem para 34%. Serviços voltados a pets completam 23% da amostra.
A variação de preços ajuda a explicar o acúmulo de gastos quando o consumidor soma diferentes assinaturas. Um plano de streaming como o da Netflix custa R$ 20,90 mensais, enquanto a versão paga do ChatGPT parte de R$ 39,99.
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Contas essenciais também entram na conta
Além do entretenimento, grande parte dos brasileiros trata contas básicas como pagamentos recorrentes. 87% dos entrevistados têm algum débito automático nessa categoria, incluindo internet, citada por 77%, energia elétrica, com 74%, celular pós-pago, com 64%, e água, com 62%.
Serviços de atividade física, como academias e plataformas como Wellhub e TotalPass, aparecem em 44% das respostas.
Quase metade paga mais de R$ 100 por mês
Somando todas as categorias de assinatura, 46% dos brasileiros desembolsam mais de R$ 100 mensais. O resultado vem da soma das faixas de R$ 101 a R$ 200, com 29% dos entrevistados, e de R$ 201 a R$ 500, com 17%. Outros 29% gastam entre R$ 51 e R$ 100, e 19% pagam menos de R$ 50 por mês.
Nos últimos 12 meses, o valor gasto permaneceu estável para 47% dos entrevistados. Uma parcela de 35% relatou aumento nas despesas, e 18% conseguiu reduzir os gastos com assinaturas.
Cartão de crédito segue à frente do Pix
O cartão de crédito continua como principal forma de pagamento das assinaturas, usado por 65% dos brasileiros. O Pix aparece em segundo lugar, com 16%, alta em relação aos 13% registrados em 2025. Débito em conta soma 9%, boleto bancário 5%, carteiras digitais 3% e cartões de loja 2%.
Segundo Monisi Costa, head de pagamentos da Vindi, o Pix convencional exige uma etapa extra de autorização a cada cobrança, o que afasta parte dos consumidores.
A expansão do Pix Automático, que permite autorizar cobranças recorrentes de forma antecipada, pode reduzir essa barreira nos próximos ciclos.
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