Review ASRock B850M Pro RS | Placa-mãe robusta e acessível para setups mid-range

Há algum tempo, os processadores da AMD se consolidaram como a principal escolha do brasileiro, e o principal motivo é o custo-benefício. No geral, você consegue montar uma boa máquina focando o orçamento naquilo que realmente gera quadros por segundo e reduz o tempo de renderização, mas sem precisar sacrificar a qualidade das peças.

É exatamente nesse cenário que a ASRock B850M Pro RS se encaixa. Fazendo parte de uma linha tradicionalmente voltada para o mercado profissional e corporativo, a série Pro RS conquistou os entusiastas por uma razão muito simples: ela foca no que importa. Em vez de encarecer o produto com dezenas de enfeites estéticos ou recursos de nicho, a fabricante priorizou uma construção sólida, alta confiabilidade e uma seleção de especificações que fazem a diferença no uso real, cobrando um valor muito atraente por isso.

Apesar dessa herança voltada para a produtividade, a placa não ignora o público gamer. Com um visual contrastante que mistura um PCB escuro com dissipadores prateados, suporte a conexões de altíssima velocidade como o PCIe 5.0 para SSDs, e uma conectividade invejável, ela se posiciona como um componente versátil. Essa placa-mãe tem fôlego para encarar processadores topo de linha e longas sessões de jogos ou trabalho pesado.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Mas será que essa economia em alguns recursos de conveniência prejudica a experiência geral na hora da montagem e do uso diário? Mais importante ainda: a B850M Pro RS é a escolha certa para o seu perfil de usuário e orçamento? É o que vamos descobrir neste review.

ASRock B850M Pro RS é uma placa versátil que inspira confiança, podendo ser adotada em setups profissionais e gamers (Imagem: Jones Oliveira/Canaltech)

Prós

  • VRMs trabalham frios mesmo sob estresse severo
  • Boa conectividade, com 3 slots M.2 onboard (sendo um PCIe 5.0) e 16 portas USB
  • Porta LAN 2.5 GbE garante estabilidade máxima para jogos competitivos e transferências pesadas
  • Suporte a memórias ECC

Contras

  • Conectividade sem fio integrada faz falta em uma placa desse nível
  • Ausência de botão dedicado para remover placas de vídeo
  • Codec de áudio muito básico

Design e construção

Quando olhamos para a ASRock B850M Pro RS, fica claro que a fabricante quis entregar uma placa visualmente agradável, mas sem excessos. O contraste entre o PCB preto e os dissipadores brancos/prateados confere um aspecto elegante que se adapta facilmente tanto a um gabinete discreto de escritório quanto a um setup gamer cheio de luzes.

ASRock aposta em um visual mais sóbrio para a B850M Pro RS, com PCB preto e dissipadores brancos/prateados (Imagem: Jones Oliveira/Canaltech)

Para quem gosta de personalização, a placa conta com uma sutil fita RGB na lateral direita, facilmente controlada pelo software Polychrome Sync. Não é uma iluminação exagerada, o que acho excelente: atende quem quer um detalhe visual sem transformar o computador num carro alegórico.

A construção geral inspira confiança. O PCB de 6 camadas é um indicativo forte de durabilidade, ajudando a isolar os sinais elétricos e melhorando a dissipação térmica geral da placa. Essa robustez é indispensável quando lembramos que o coração da placa é o chipset Promontory 21 — o mesmo utilizado nas placas X670 da geração anterior —, que gerencia com folga as conexões SATA, USB e rede 2.5G através do barramento PCIe 4.0 x4.

A distribuição dos componentes foi feita com inteligência. Como estamos falando de uma placa no formato Micro-ATX (mATX), o espaço é naturalmente mais restrito, mas a ASRock posicionou bem as portas SATA e os slots M.2. O fato de apenas o slot M.2 principal (o PCIe 5.0) ter um dissipador dedicado facilita bastante a troca rápida de drives secundários, embora recomende atenção à refrigeração do gabinete caso você vá utilizar SSDs muito quentes nos slots expostos.

Os dissipadores de alumínio do VRM, embora não possuam heatpipes conectando-os, são blocos densos e bem usinados que, como veremos logo mais nos testes, dão conta do recado sem grandes problemas.

Especificações técnicas

Ler a ficha técnica de uma placa-mãe pode ser intimidador, mas é aqui que separamos os modelos que valem o seu dinheiro daqueles que são armadilhas de marketing. A B850M Pro RS é uma placa intermediária com alguns "temperos" premium, projetada para ser a fundação de sistemas muito potentes sem cobrar o preço do segmento entusiasta.

Vamos traduzir o que essas especificações significam para o seu dia a dia.

VRM e alimentação

O módulo regulador de tensão (VRM) é o responsável por pegar a energia bruta da fonte e entregá-la limpa e na voltagem exata para o seu processador. A B850M Pro RS utiliza um esquema compacto de 8 fases VCORE, 2 fases SOC e 1 fase VDD_MISC. Isso significa que ela não foi desenhada para quebrar recordes de overclock extremo.

No entanto, é um sistema incrivelmente competente para a maioria absoluta dos usuários, sendo plenamente capaz de alimentar monstros como o Ryzen 7 9800X3D. A alimentação da CPU conta com os tradicionais conectores 8+4 pinos EPS; a ASRock garante que apenas o de 8 pinos já suporta até 300W de entrega, o que é mais do que suficiente para qualquer CPU Ryzen atual, mas sempre recomendo conectar ambos para garantir a máxima estabilidade sob carga.

ASRock B850 Pro RS adota um sistema compacto de VRMs, com 8+2+1 fases e dissipadores de alumínio — na imagem, removidos (Imagem: Jones Oliveira/Canaltech)

Conectividade

Na hora de montar e expandir o seu PC, a disponibilidade de conexões dita as regras. Aqui temos três slots M.2 para armazenamento, sendo o principal compatível com o padrão PCIe 5.0, garantindo sobrevida para quando os SSDs de altíssima velocidade baratearem.

O slot de expansão PCIe 5.0 x16 para a placa de vídeo possui reforço de aço para suportar modelos muito pesados, mas infelizmente peca pela ausência de um botão de liberação rápida, algo que dificulta a manutenção em gabinetes apertados.

Completando o pacote de armazenamento, temos quatro portas SATA 6G convencionais, atendendo perfeitamente quem ainda possui discos rígidos ou SSDs mais antigos.

Para quem tem sistema de armazenamento baseado em discos rígidos, B850M Pro RS conta com 4 portas SATA 6G (Imagem: Jones Oliveira/Canaltech)

Memória RAM

Um detalhe que chamou muito a minha atenção é a presença de quatro slots DDR5 com suporte a velocidades de até 8.000 MT/s. Mas o verdadeiro destaque, que justifica a herança "Pro" da placa, é a compatibilidade com memórias ECC (Error-Correction Code).

Isso é uma raridade absoluta na faixa de preço da B850 Pro RS e um grande atrativo para estações de trabalho que lidam com cálculos científicos, servidores locais ou simulações onde a corrupção de um bit de memória pode colocar horas de trabalho a perder.

Painel traseiro (I/O) e rede

O painel traseiro é generoso onde importa. São 8 portas USB no total, incluindo conexões USB 3.2 Gen 2 (uma Tipo-A e uma Tipo-C, ambas de 10 Gbps), cobrindo bem a necessidade de periféricos rápidos e armazenamento externo.

A ausência de um módulo Wi-Fi e Bluetooth nativo é um corte de custos que incomoda, obrigando o usuário a comprar uma placa de rede separada ou optar pelo modelo específico "WiFi" da linha.

Felizmente, a conexão cabeada é excelente: uma porta de rede Realtek 2.5 GbE, que garante latência baixíssima e alta largura de banda para a rede local.

ASRock B850M Pro RS oferece um bom leque de conectividade no painel traseiro, mas falta Wi-Fi e Bluetooth nativos (Imagem: Jones Oliveira/Canaltech)

Áudio

Se há um ponto onde o corte de custos é sentido, é no sistema de som. A ASRock utilizou o cansado codec Realtek ALC897. Para vídeos no YouTube, chamadas de voz e jogos casuais usando caixas de som simples, ele faz o trabalho sem grandes problemas.

Mas para usuários mais exigentes ou criadores de conteúdo que usam fones de ouvido profissionais com alta impedância, a falta de capacitores premium e isolamento aprimorado na PCB é notável.

A inclusão do software Nahimic Audio ajuda a maquiar essas limitações oferecendo cancelamento de ruído e equalizações úteis via software, mas não resolve a base física modesta.

Recursos extras e diferenciais

A ASRock B850M Pro RS traz praticidades que costumam salvar a vida durante a montagem e manutenção.

O botão BIOS Flashback no painel traseiro permite atualizar o firmware da placa-mãe usando apenas um pen drive e a fonte de alimentação, sem precisar ter um processador ou memória instalados — um recurso vital para compatibilidade de novas CPUs no futuro.

Os quatro LEDs de Post Status Checker (vermelho para CPU, amarelo para RAM, branco para GPU e amarelo-verde para Boot) são excelentes ferramentas de diagnóstico rápido, permitindo que você identifique exatamente qual peça está impedindo o PC de ligar.

ASRock B850M Pro RS Especificação Detalhes Formato Micro-ATX (mATX) Chipset AMD B850 Soquete AM5 VRM 8+2+1 Fases Memória RAM 4x DIMM DDR5, até 8000 MT/s (OC), Máx 256GB. Suporte a ECC/Non-ECC Slots de Expansão 1x PCIe 5.0 x16 (reforçado), 1x PCIe 4.0 x4 Armazenamento M.2 1x M.2 PCIe 5.0 x4, 2x M.2 PCIe 4.0 x4, 1x M.2 Key E (Wi-Fi) Portas SATA 4x SATA III 6 Gb/s Rede (LAN) Realtek 2.5 Gigabit Ethernet USB Traseiro 1x USB 3.2 Gen2 (Tipo-C), 1x USB 3.2 Gen2 (Tipo-A), 2x USB 3.2 Gen1, 4x USB 2.0 Áudio Realtek ALC897 com Nahimic Audio Vídeo (I/O) 1x HDMI, 1x DisplayPort 1.4 Recursos Extras BIOS Flashback, Post Status Checker LEDs

Experiência de uso

A jornada de montagem com a B850M Pro RS é descomplicada, algo que vai agradar quem está montando o primeiro computador. A legibilidade da placa é excelente: graças ao PCB fosco e à impressão em branco bem nítida, não precisei recorrer ao manual em nenhum momento para identificar onde plugar os conectores do painel frontal, ventoinhas ou cabos RGB.

A disposição dos conectores, com headers de ventoinha bem distribuídos pelas bordas, facilita o gerenciamento de cabos e deixa o interior do gabinete limpo. O único porém fica, novamente, pela frustração de não ter o módulo Wi-Fi e Bluetooth, algo que já deveria ser padrão no mercado atual, visto o baixo custo de implementação.

A interface da BIOS (UEFI) se mantém fiel ao padrão visual da ASRock dos últimos anos. Ela inicia diretamente no "Easy Mode", uma tela resumida que apresenta apenas o essencial: ordem de boot, controle de ventoinhas, ativação de perfis de memória e temperaturas básicas. Isso impede que iniciantes se percam em submenus complexos.

Para os veteranos, pressionar F6 libera o "Advanced Mode", onde as opções de curva de fan e ajuste fino de tensão e frequências estão organizadas de forma lógica e acessível. A ativação do perfil EXPO para fazer as memórias trabalharem a 6.000 MT/s foi questão de dois cliques, funcionando com absoluta estabilidade desde o primeiro boot.

Curiosamente, enfrentei um obstáculo pontual ao tentar atualizar a BIOS da placa. Embora o pendrive estivesse formatado corretamente em FAT32 e com o arquivo de firmware na raiz, o sistema interno da ASRock insistia em não reconhecê-lo de primeira. Precisou de uma breve pesquisa em fóruns para descobrir que era necessário desativar uma função de segurança específica na própria BIOS antes que o pendrive fosse lido. É um tropeço pequeno de usabilidade, mas que pode causar grandes dores de cabeça para um usuário menos experiente.

Setup de testes

Para extrair o máximo do que a placa-mãe tem a oferecer e testar os limites do seu projeto térmico e de alimentação, a B850M Pro RS foi montada em uma bancada aberta. Como o foco desta placa é o ecossistema AM5, rodamos nossos testes emparelhando a mobo com o que há de mais recente no mercado atual para jogos, garantindo que qualquer limitação de energia ficasse escancarada nos resultados.

Abaixo detalho a máquina exata utilizada em nossas avaliações:

Setup de testes - ASRock B850M Pro RS Componente Modelo Processador AMD Ryzen 7 9800X3D Memória RAM 32 GB (2x16GB) Lexar THOR OC DDR5-6000 (LD5U16G60C32LG) GPU ASUS TUF RTX 4070 Ti Armazenamento 1 TB Kingston Fury Renegade SFYRS1000G Arrefecimento Cooler Master MasterLiquid 360L Core ARGB Fonte Cooler Master XG Plus 850 Platinum SO Windows 11 Pro (24H2)
Bancada de testes para benchmark da ASRock B850M Pro RS (Imagem: Jones Oliveira/Canaltech)

Benchmark

Entender os números dos benchmarks é essencial porque a placa-mãe não adiciona desempenho extra diretamente. Em vez disso, o papel dela é garantir que todos os outros componentes trabalhem sem gargalos, thermal throttling ou quedas de energia. Os testes que eu faço para o Canaltech atestam exatamente isso: o quão sólida é essa base sob estresse intenso.

Estabilidade do VRM

Este é, indiscutivelmente, o teste mais importante de qualquer placa-mãe. Submeti o módulo de alimentação a cargas de estresse brutais e prolongadas para observar como a placa gerencia o calor e a energia. A metodologia que emprego no utiliza três ferramentas agressivas: primeiro, 10 minutos de tortura em CPU, FPU e cache usando o AIDA64; em seguida, o pacote de renderização da suíte Blender (cenários Monster, Junkshop e Classroom); por fim, o cenário mais crítico, um loop contínuo de 30 minutos de renderização pesada no Cinebench 2024.

visualization

Aqui, é importante dizer que o monitoramento do consumo de energia e temperatura da CPU foi feito via sensores nativos pelo HWMonitor. Curiosamente, os sensores de temperatura do VRM não eram lidos nem pelo HWMonitor, nem pelo AIDA 64, então a saída foi usar um termômetro industrial de alta precisão.

Os resultados que obti com a B850M Pro RS foram fenomenais para a sua faixa de preço. Durante a bateria do AIDA64, enquanto o processador batia os 86°C, o VRM da placa-mãe mal esquentou, estacionando em um pico de apenas 49,2°C. No cenário do Blender, que alterna picos de carga com momentos brevíssimos de resfriamento entre as cenas, o VRM registrou uma máxima superconfortável de 47,3°C, mantendo o sistema rodando liso mesmo com o processador operando na casa dos 85°C.

Porém, a grande prova de fogo foi a meia hora ininterrupta de Cinebench 2024. Muitas placas intermediárias sucumbem a esse teste, aquecendo os VRMs a ponto de forçarem o processador a reduzir seus clocks por segurança. A B850M Pro RS deu risada desse estresse. A temperatura máxima registrada no VRM após 30 minutos foi de ínfimos 51,2°C. É importante lembrar que dissipadores simples, sem heatpipes, foram responsáveis por esse feito.

Na prática, isso atesta que mesmo que você coloque essa placa dentro de um gabinete mal ventilado para trabalhar renderizando vídeos o dia todo, ela não será o gargalo da sua produtividade. A engenharia da ASRock fez a lição de casa com sobra.

Testes sintéticos

Os testes sintéticos não servem para dizer "como é usar o PC", mas são essenciais por serem frios e padronizados, garantindo que o hardware da placa não está interferindo negativamente no processamento bruto da máquina. Executei todos os testes na configuração "out-of-the-box", ou seja, como a placa sai da fábrica, sem habilitar recursos de otimização automática da fabricante, para garantir a isonomia.

visualization

No PCMark 10, que emula a carga diária de um escritório moderno lidando com navegação web pesada, videoconferências e planilhas, a placa obteve robustos 9.317 pontos, segurando o processador a amenos 54,1°C de média. Isso demonstra que as transições rápidas de estado de energia (do repouso para uso intenso) são administradas perfeitamente pelo chipset, sem engasgos na produtividade do dia a dia.

Avaliando o poder de fogo de renderização nua e crua, rodamos o Cinebench 2024 e os testes do Blender. No Cinebench, o sistema anotou 1.250 pontos no teste multicore e 130 no single-core, garantindo que os clocks de boost do processador estão sendo mantidos pelo tempo correto. No Blender, as taxas de amostras por minuto (SPM) ficaram cravadas no esperado para a CPU: 159 SPM no cenário Monster, 114 no Junkshop e 82 no Classroom. Esses números validam que os reguladores de voltagem estão enviando energia "limpa", mantendo a CPU estável nos seus 85°C/86°C.

Para o ambiente gráfico, recrutamos a consagrada suíte 3DMark. Os testes executados avaliam não só o barramento PCIe da placa de vídeo, mas também a comunicação rápida com a memória RAM. Aqui, registrei ótimos números: o rigoroso Steel Nomad cravou 4.937 pontos, o Speed Way registrou 5.546, o pesado Time Spy Extreme anotou 8.872, e o Port Royal (focado em Ray Tracing) alcançou impressionantes 14.095 pontos. Tudo isso mantendo o processador trabalhando tranquilamente a uma média de 55,9°C.

Não há dúvidas de que a comunicação entre o processador, as vias PCI Express e a memória flui perfeitamente e livre de interrupções.

Testes de games

A metodologia de testes que eu emprego para placas-mãe envolve rodar jogos atuais na resolução Full HD (1920x1080) nos presets máximos e mínimos. Por que Full HD se temos uma RTX 4070 Ti? Porque em resoluções menores nós tiramos a carga de cima da placa de vídeo e jogamos a responsabilidade quase que inteiramente no processador e nas memórias RAM.

O objetivo aqui é verificar se a placa-mãe vai "segurar" a CPU de entregar a taxa máxima de quadros por conta de problemas térmicos no VRM ou instabilidades no barramento PCI Express.

visualization

No pesado Black Myth: Wukong, com os gráficos no limite máximo, consegui excelentes 71 FPS, saltando para 180 FPS no preset mínimo. Ao ativar o peso massivo do Ray Tracing (RT) no jogo, o sistema sustentou sólidos 61 FPS na qualidade máxima e 75 FPS na qualidade mínima. Esses números provam que o gerenciamento de largura de banda do slot PCIe e da memória RAM está operando sem latências parasitas.

Avaliando o frenético DOOM: The Dark Ages, que exige taxas de atualização absurdamente ágeis, cravei 158 FPS no cenário mais bonito e 199 FPS priorizando performance. No simulador competitivo F1 23, a máquina entregou 142 quadros na qualidade máxima e absurdos 560 FPS na mínima, indicando excelente aproveitamento das instruções do processador.

Para finalizar, no mundo denso e vasto de Red Dead Redemption 2, anotei 158 FPS cravados no ultra e 234 FPS nas configurações mais leves.

Todos esses dados comprovam: a ASRock B850M Pro RS não adiciona nenhuma latência ou limitação arquitetônica ao seu PC gamer, permitindo que a GPU e CPU "respirem" livres.

Concorrentes e posicionamento no mercado

Para avaliar se os cerca de R$ 1.200 cobrados pela B850M Pro RS no Brasil são justos, precisamos olhar para as placas que disputam o seu bolso exatamente na mesma prateleira. A disputa nessa faixa reflete o orçamento do usuário intermediário que quer qualidade, mas precisa fazer concessões calculadas.

Sua principal dor de cabeça na hora da compra será contra a ASUS B850M AYW GAMING WIFI. O apelo da ASUS é imediato: ela já vem de fábrica com conectividade Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.3 integrados, eliminando a frustração da ASRock em relação à rede sem fio. Ela também compartilha uma construção elétrica robusta similar de 6 camadas no PCB e projeto de alimentação competente.

Contudo, a ASUS peca ao oferecer apenas dois slots de memória RAM, limitando severamente os caminhos de expansão futura. A AYW também sacrifica o armazenamento, disponibilizando apenas duas entradas M.2, e ainda remove a porta DisplayPort do painel traseiro. Nesse duelo direto, a ASRock B850M Pro RS ganha na durabilidade do seu projeto de longo prazo: ela acomoda o dobro da memória, oferece mais conexões para SSDs ultrarrápidos e suporta configurações robustas com múltiplos monitores. A ausência de Wi-Fi é o preço justo a se pagar por muito mais opções de expansão.

Se o orçamento apertar de verdade, entra em jogo a Gigabyte B850M D3HP, que costuma aparecer custando cerca de R$ 200 a menos. A Gigabyte tenta conquistar pela conveniência: traz botão de atualização Q-Flash Plus, trava EZ-Latch que resolve de vez a chatice de soltar placas de vídeo gigantes e oferece incríveis três saídas de vídeo no painel traseiro (2x DisplayPort e 1x HDMI).

O problema é que esse desconto de R$ 200 compromete a base da máquina. A placa da Gigabyte traz um regulador de tensão (VRM) de apenas 5+2+2 fases, notavelmente mais fraco e quente do que o da ASRock, além de empregar uma porta de rede básica de apenas 1 GbE. Aqui a escolha é muito clara: a B850M Pro RS entrega muito mais estabilidade térmica para processadores beberrões, maior desempenho de rede e suporte a componentes mais potentes de forma sustentável, sendo uma compra mais sensata para quem vai montar um setup para os próximos cinco anos.

Vale a pena comprar a B850M Pro RS?

O hardware é o mercado das escolhas e concessões. Ao final de todos os testes, o que a ASRock B850M Pro RS mostra é que ela é uma ferramenta construída sob medida para quem sabe exatamente onde o dinheiro deve ser investido.

Ela não impressiona com telas LCDs integradas ou centenas de recursos automatizados de overclock na BIOS. Pelo contrário: seu design de fases de alimentação foca estritamente no que é necessário, provando-se competente ao operar em temperaturas frias até mesmo sob níveis altos de estresse, bem diferentes dos que o uso prático conseguirá replicar no cotidiano.

O suporte ao padrão PCIe Gen 5, aliado à abundância de portas M.2, conexões USBs e o diferencial da rede de 2.5 Gigabit, entregam uma placa com fortíssimo apelo de durabilidade. Você compra hoje sabendo que ela não ficará obsoleta daqui a três anos.

ASRock B850M Pro RS
ASRock B850M Pro RS (Jones Oliveira/Canaltech)
ASRock B850M Pro RS
ASRock B850M Pro RS (Jones Oliveira/Canaltech)
ASRock B850M Pro RS
ASRock B850M Pro RS (Jones Oliveira/Canaltech)
ASRock B850M Pro RS
ASRock B850M Pro RS (Jones Oliveira/Canaltech)
ASRock B850M Pro RS
ASRock B850M Pro RS (Jones Oliveira/Canaltech)
ASRock B850M Pro RS
ASRock B850M Pro RS (Jones Oliveira/Canaltech)
ASRock B850M Pro RS
ASRock B850M Pro RS (Jones Oliveira/Canaltech)
ASRock B850M Pro RS
ASRock B850M Pro RS (Jones Oliveira/Canaltech)
ASRock B850M Pro RS
ASRock B850M Pro RS (Jones Oliveira/Canaltech)
ASRock B850M Pro RS
ASRock B850M Pro RS (Jones Oliveira/Canaltech)
ASRock B850M Pro RS
ASRock B850M Pro RS (Jones Oliveira/Canaltech)
ASRock B850M Pro RS
ASRock B850M Pro RS (Jones Oliveira/Canaltech)
ASRock B850M Pro RS
ASRock B850M Pro RS (Jones Oliveira/Canaltech)
ASRock B850M Pro RS
ASRock B850M Pro RS (Jones Oliveira/Canaltech)

É verdade que a ausência de recursos voltados para a facilidade de montagem (os famosos Q-Release das travas de GPU) e a falta do módulo Wi-Fi e Bluetooth podem afastar aqueles que buscam conveniência num único pacote. Porém, esses são detalhes menores se colocados ao lado de tudo o que a B850M Pro RS entrega para qualquer processador topo de linha do ecossistema AMD.

Se você está com o orçamento livre e quer uma placa com som de estúdio e todas as facilidades premium de montagem do mercado, esta não é a sua placa. Mas se o seu objetivo é maximizar o desempenho do seu processador e da placa de vídeo sem gastar absurdos com uma placa-mãe superexposta, valorizando durabilidade térmica, estabilidade e conexões, a resposta é muito simples.

A ASRock B850M Pro RS não brinca em serviço: ela é uma das opções mais sólidas e honestas para montar um sistema focado em trabalho pesado ou jogos exigentes na plataforma AM5.

Leia a matéria no Canaltech.