Testamos o iPhone 17e, o “esquentadinho” que quer ser custo-benefício

Testamos o iPhone 17e, o “esquentadinho” que quer ser custo-benefício

A Apple lançou o iPhone 17e em março de 2026 como a nova opção de celular “barato”, para quem quer um celular da Apple mais recente, mas não quer pagar tão caro quanto nos modelos mais avançados. É a aposta da marca em custo-benefício. 

Como destaque, ele traz um chip de iPhone 17 e apresenta cortes em outros pontos para “baratear” o conjunto. Mas será que é uma boa escolha? Nesse texto, analiso o iPhone 17e para ajudar você a entender se ele vale a pena ou se é melhor optar por um modelo de geração passada.

Notas do analista para o iPhone 17e (Imagem: Bruno Bertonzin/Canaltech)


 

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Prós

  • Tela resistente
  • Suporte ao MagSafe

Contras

  • GPU
  • Bateria de baixa duração
  • Apenas uma câmera
  • Aquecimento elevado

Configurações e desempenho

O iPhone 17e traz uma versão adaptada de baixo custo do Apple A19, o chip usado na versão base do iPhone 17. A única diferença é que ele tem um núcleo a menos na GPU, a mesma estratégia adotada no antecessor. 

Na prática, isso muda pouco. Mesmo com esse componente dá para aproveitar bons jogos disponíveis na App Store, como Resident Evil Village. Naturalmente, os gráficos são reduzidos para uma qualidade aceitável em um dispositivo móvel, mas nada que comprometa tanto a gameplay. 

O problema é que o iPhone 17e esqueta muito. E não só em jogos. Mesmo em tarefas relativamente leves, como ver vídeos no Instagram ou mandar mensagens no WhatsApp, ele esquenta após um tempo  de uso. 

iPhone 17e tem um desempenho aceitável (Imagem: Gabriel Furlan Batista/Canaltech)

Não sei dizer se isso é ocasionado pela GPU a menos, ou por algum problema de dissipação do calor — já que  ele é ainda menor que a versão base do iPhone 17 —,  mas não notei um problema parecido nos demais modelos da atual geração. 

Outro ponto é que, após um tempo, esse aquecimento começa a dar um pouco de thermal throttling. Em suma, ele dá umas pequenas engasgadas em transições de tela, algo quase imperceptível, mas que não se espera de um celular equipado com o A19. 

Quanto ao nosso teste de desempenho padrão, ele chegou a 2.167.000 pontos no AnTuTu Benchmark. Como comparação, o iPhone 17 marcou 2.216.774, e o Galaxy S25 FE, um dos principais concorrentes, chegou a 2.041.595.

Desempenho do iPhone 17e é bom, mas não fica muito acima do rival (Imagem: Bruno Bertonzin/Canaltech)

"O desempenho do iPhone 17e é bom, e mesmo para um modelo com um núcleo a menos na GPU, ele ainda entrega uma ótima performance em jogos." — Bruno Bertonzin

Câmeras simples, mas boas.

Um dos maiores “cortes de custos” do iPhone 17e é no conjunto de câmeras, e o celular “baratinho” da Apple não traz versatilidade nenhuma para quem gosta de fotografia. Ele tem apenas uma câmera traseira e uma frontal. 

iPhone 17e tem câmeras "aceitáveis" (Imagem: Bruno Bertonzin/Canaltech)

Ele não permite tirar fotos ultrawide ou boas imagens com zoom. Ainda assim, sua única câmera traseira se sai bem no dia-a-dia. Ela faz imagens com boa definição e um HDR razoável. 

De forma resumida, não é tão boa quanto as do iPhone 17 “base” ou do excelente iPhone Air, mas fica acima da média para celulares intermediários premium. A frontal, por sua vez, tem mais perda de qualidade, e não mostra tantos detalhes mesmo com boa iluminação. 

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Para vídeos, ele entrega uma qualidade similar: um bom nível de definição e estabilidade. Não é tão bom quanto a linha principal, especialmente os modelos Pro, que filmam em 120 fps, mas dá conta de gravações cotidianas. 

Sem surpresas, são resultados muito parecidos com os do iPhone 16e. Sem surpresas, porque o conjunto de câmeras é exatamente o mesmo. 

"Câmera do iPhone 17e é boa, mas peca pela falta de versatilidade. Ainda assim, sua única câmera traseira faz um trabalho aceitável." — Bruno Bertonzin

Bateria de baixa duração

O iPhone 17e tem exatamente a mesma bateria do seu antecessor, com 4.005 mAh. E a autonomia é tão fraca quanto a do iPhone 16e. 

No nosso teste de consumo padrão, ele gastou 27% da carga ao reproduzir mídia por 4 horas. Como comparação, o iPhone 17 “base” gastou 14% no mesmo teste. O iPhone 17 Pro, 20%. Esse consumo dá uma estimativa de duração de menos de 15 horas. 

No dia-a-dia, a autonomia é tão baixa quanto o esperado. Apenas para dar uma noção, em um determinado momento, iPhone 17e gastou cerca de 25% da carga ao alternar entre TikTok, Instagram e WhatsApp em aproximadamente uma hora. 

O carregamento é padrão: ele leva 1h15 para ir de 15% a 100% — mesma marca de qualquer outro iPhone lançado nos últimos anos. A vantagem é que agora ele conta com suporte para MagSafe, algo que fez falta no antecessor. 

Bateria é o principal ponto negativo do iPhone 17e (Imagem: Bruno Bertonzin/Canaltech)

Design, construção e tela

Em relação ao design, nada mudou em relação ao iPhone 16e: os celulares têm as mesmas dimensões e formato. Até a posição da câmera é a mesma. A única coisa que muda é o peso, que passa de 169 gramas para 167 gramas. 

A diferença mais impactante, porém, é a tela. Ela ainda tem as mesmas dimensões e tecnologias, mas a proteção do display agora é Ceramic Shield 2, enquanto o 16e tem a prieira geração do vidro feito pela Corning especialmente para a Apple. 

O componente também possui revestimento antirreflexo, igual dos modelos mais avançados da linha iPhone 17. 

iPhone 17e mantém o mesmo visual do antecessor (Imagem: Gabriel Furlan Batista/Canaltech)

Concorrente direto

O principal adversário do iPhone 17e é o Galaxy S25 FE. O celular da Samsung tem a mesma proposta: chegar por um custo mais acessível a usuários que querem um modelo da linha premium, mas sem pagar o valor “cheio” por um modelo com mais recursos. 

Na prática, o desempenho também é equivalente, apesar de o Galaxy trazer um chipset com resultados inferiores em benchmark. Ainda assim, ambos atendem bem no dia a dia.

Galaxy S25 FE é o principal concorrente do iPhone 17e (Imagem: Gabriel Furlan Batista/Canaltech)

A vantagem do modelo sul-coreano é a tela que, além de maior — são 6,7 polegadas contra 6,1 polegadas —, ele também tem uma taxa de atualização maior, de 120 Hz, contra 60 Hz do iPhone.

Isso, aliás, impacta bastante na experiência. O iPhone dá umas leves engasgadas até para deslizar na tela inicial, enquanto o Samsung oferece uma experiência mais fluida. 

Já no preço, a diferença é bem perceptível. Comparando as versões de 256 GB, eles custam:

  • iPhone 17e: R$ 5.300;
  • Galaxy S25 FE: R$ 3.300.

Essa diferença é mais gritante agora porque o celular da Apple foi lançado há pouco tempo. Mas é possível que o preço caia um pouco ao longo dos próximos meses, mas talvez não tanto a ponto de chegar no preço do Galaxy. 

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Vale a pena comprar o iPhone 17e?

No momento, não vale a pena comprar o iPhone 17e. Seu preço de lançamento está muito elevado em relação aos concorrentes e até mesmo modelos de gerações passadas do iPhone que oferecem mais vantagens

Por essa faixa de preço, compensa mais comprar um iPhone 16 “comum”, que é encontrado por volta de R$ 5.400 e R$ 5.700. Se quiser ainda mais barato, o iPhone 15 aparece por R$ 5.000, e só não oferece suporte ao Apple Intelligence, mas ganha em todos os outros aspectos. 

Em resumo, o iPhone “barato” de 2026 não é tão barato ao ponto de ser recomendável, mas se seu preço cair para algo em torno de R$ 3.500, já começa a fazer um pouco de sentido para quem não abre mão de um iPhone novo. 

Leia a matéria no Canaltech.