A TIM Brasil divulgou seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2026. A empresa registrou um lucro líquido de R$ 1,036 bilhão no período e vai apostar na expansão de antenas com recursos de inteligência artificial (IA) para otimizar serviços e novos benefícios para atrair clientes.
O lucro apresentado entre os meses de abril e junho deste ano representa um avanço de 6,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando a empresa apresentou lucro de R$ 976 milhões.
O crescimento em questão foi impulsionado pelos segmentos de internet móvel e de banda larga. Somados, esses serviços apresentaram uma receita de R$ 6,785 bilhões. O balanço positivo também contou com o EBITDA alcançando R$ 3,586 bilhões no recorte analisado.
A companhia também comemorou avanços operacionais, como a TIM Ultrafibra chegando a quase 900 mil assinantes. Para sustentar essa expansão, a operadora tem direcionado esforços para otimizar o acesso a novos pacotes e elevar a qualidade da experiência do cliente.
A meta é aliar a evolução contínua da infraestrutura tecnológica à criação de ofertas flexíveis, garantindo a fidelização do público.
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Modernização de rede e conectividade inteligente
Para suportar o aumento do tráfego de dados, a TIM segue com o programa de modernização da sua infraestrutura de rede. O plano prevê a atualização de mais de 3,3 mil antenas em 56 cidades ao longo de 2026.
O planejamento também estima que cerca de 10 milhões de clientes devem ser beneficiados pela expansão das ferramentas de automação, que reduzirão a latência e garantirão a estabilidade da rede.
No segundo trimestre de 2026, a operadora acelerou o processo de modernização na cidade de Salvador (BA) e região metropolitana, atualizando mais de 500 antenas locais. Esse cronograma já havia incluído atualizações em capitais como São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.
“Essa modernização implica a utilização da tecnologia em mais de 50 cidades, incluindo as capitais, levando para esses locais antenas inteligentes. Isso resulta em maior capacidade de rede e uma cobertura de maior qualidade”, destacou Marco Di Costanzo, vice-presidente de Desenvolvimento Tecnológico da TIM Brasil, em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (28).
As antenas citadas por Di Costanzo foram desenvolvidas em parceria com a Huawei. Esses equipamentos contam com inteligência artificial embarcada para analisar dados de navegação em tempo real, ajustando feixes de sinal para áreas de maior demanda e evitando lentidão em picos de uso.
Com o avanço desse projeto nacional, a projeção é de que pelo menos mais quatro capitais sejam abrangidas pelas novas infraestruturas de transmissão até o final do ano.
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Parceria da TIM com o PicPay
Uma das principais estratégias da TIM para atração e fidelização de clientes é a expansão de uma parceria com o PicPay, que deve ser liberada aos clientes em agosto. A união busca integrar serviços financeiros e de telecomunicações, a fim de entregar conveniência e vantagens diretas aos usuários.
Na primeira fase, os consumidores que abrirem uma conta no banco digital dentro das lojas físicas da operadora receberão um cashback em carteira digital. Nos meses seguintes, a parceria prevê o lançamento de soluções conjuntas, como ofertas de crédito para aquisição de smartphones e facilidades no pagamento de faturas.
A aliança com o PicPay acompanha a renovação do portfólio de pacotes da operadora para atender a diferentes perfis de uso. Um dos destaques são os já lançados TIM Play, hub de entretenimento com opções de streaming, e TIM Controle Fit, que oferece 30 GB parcelados no cartão de crédito.
No segmento residencial, a companhia reforçou o TIM Ultracombo, que reúne banda larga, telefonia móvel e assinaturas de vídeo na mesma fatura. De acordo com a empresa, essa estratégia busca simplificar a rotina do cliente e consolidar a operadora como um ecossistema completo de serviços digitais.
A TIM é uma das empresas que está no centro da disputa entre fibra óptica e internet via satélite da Starlink. O Canaltech preparou um guia explicando quando vale a pena trocar uma conexão tradicional por uma solução baseada em satélites.
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