
Intel e Apple voltarão a trabalhar juntas, é o que a firma Donald Trump. Essa seria uma parceria que ambas anunciariam em algum momento, mas parece que o presidente dos EUA se antecipou e acabou dando com a língua nos dentes. De qualquer forma, o acordo seria para a Intel produzir chips para a Maçã em solo americano, algo que tem sido discutido desde o ano passado. A Reuters entrou em contato com as duas empresas, mas nenhuma comentou sobre o assunto.
- Características mais importantes nos processadores Intel
- 15 recursos secretos do Apple Intelligence que a Apple "escondeu"
A revelação foi feita por Trump através de uma postagem na rede social Truth Social. A resposta do mercado financeiro à antecipação do presidente foi imediata e expressiva: as ações da Intel dispararam cerca de 6,5% nas negociações que antecederam a abertura do mercado. Esse avanço consolida a recuperação da empresa, que tem papéis valorizados em aproximadamente 3x desde o início do ano. Já as ações da Apple operaram em estabilidade, registrando uma leve alta de 0,8%.
Parceria pode ser benéfica para os dois lados
Para a Apple, a aliança representa um movimento estratégico para mitigar riscos logísticos e geopolíticos. Atualmente, a dona do iPhone é dependente da taiwanesa TSMC para a fabricação de seus chips. No entanto, as fábricas da TSMC operam no limite de sua capacidade por conta da gigantesca demanda global por semicondutores voltados para IA.
-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-
Do lado da Intel, garantir o selo de aprovação da Apple como cliente de sua divisão de fabricação é uma vitória histórica. A companhia vinha perdendo terreno para a TSMC nos últimos anos, mas o novo contrato assegura um fluxo considerável e constante de demanda. O anúncio ocorre em perfeita sincronia com o início da produção da litografia 18A-P, que entrega até 9% mais desempenho que o 18A.
A parceria se alinha perfeitamente com a agenda econômica de Washington, focada em reduzir a dependência comercial em relação à China e proteger as cadeias de suprimentos de tecnologia. Como parte dessa ofensiva de segurança nacional, o governo norte-americano adquiriu uma participação acionária de 10% na Intel no ano passado e anunciou um investimento de US$ 10 bilhões para expandir a infraestrutura de fábricas de chips no país.
Leia a matéria no Canaltech.