
Um novo relatório da Counterpoint Research detalhou o cenário do mercado global de smartphones e aponta um período de dificuldades para a Xiaomi. Afinal, a empresa registrou a maior queda entre as cinco principais fabricantes do setor.
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A marca teve um recuo de 19% nos envios de aparelhos e de 18% na receita anual. De acordo com especialistas da agência, o desempenho da empresa chinesa sofreu impactos diretos devido à sua dependência de celulares dos segmentos de entrada e intermediário.
Esses segmentos são os mais afetados pela escassez de chips de DRAM, que tem reflexos na produção e nos preços em toda a indústria de tecnologia. O choque na demanda está associado a empresas de inteligência artificial, que precisam dos componentes para os centros de armazenamento e processamento de dados.
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Foi dito que as linhas Redmi e POCO passam por gargalos na fabricação, com aumentos sucessivos nos valores de venda. A única região que apresentou estabilidade para esses produtos foi a América Latina.
O modelo acessível Redmi A5 foi o único dispositivo fora do ecossistema Apple ou Samsung a entrar na lista dos dez mais vendidos, ao ocupar a décima posição em vendas globais.
Resultados de Apple e Samsung
Uma realidade oposta foi vista na Apple, que cresceu 22% em receita e liderou o mercado de envios pela primeira vez em um primeiro trimestre, com 21% de participação total.
A demanda pelo iPhone 17 e pelo iPhone 17 Pro Max impulsionou o preço médio de venda da marca em 11%, de acordo com a Counterpoint.
A empresa manteve preços estáveis mesmo com o aumento nos custos da lista de materiais, o que demonstrou capacidade de absorver pressões financeiras. O iPhone 17 foi o celular mais vendido do mundo, seguido pelas variantes 17 Pro Max e 17 Pro.
A Samsung ocupa a segunda posição global em receita e volume de envios, com um crescimento de 4% no faturamento anual. A fabricante sul-coreana otimizou o catálogo com foco na série Galaxy S26 e eliminou versões com menor capacidade de armazenamento, embora tenha sido obrigada a aumentar os preços.
O Galaxy A07 4G alcançou o posto de telefone com sistema Android mais vendido no planeta. Além disso, o Galaxy S26 Ultra registrou números de pré-reserva superiores aos apresentados pelo modelo antecessor da mesma linha.
O faturamento global do setor atingiu 117 bilhões de dólares, um crescimento de 8% na receita anual, enquanto o preço médio dos aparelhos subiu 12% e chegou ao recorde de 399 dólares (cerca de R$ 1.961 em conversão direta). Entretanto, o volume total de envios caiu devido aos custos elevados de componentes e à falta de memórias.
Portanto, o mercado atravessa uma transição de um modelo baseado em volume para focar no valor agregado. A procura por dispositivos avançados sustenta o crescimento através de programas de troca, financiamentos e ciclos de atualização.
Para o futuro, especialistas preveem que novos modelos de smartphones devem enfrentar aumentos sucessivos de preço, o que pode reforçar a tendência já vista na atualidade.
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