Desde que a Valve redefiniu completamente o mercado de PCs portáteis com o lançamento do Steam Deck original e, posteriormente, aprimorou a fórmula com a elogiada versão OLED, os entusiastas se perguntam: quando teremos um verdadeiro salto de geração? O que seria necessário para um “Steam Deck 2” poder rodar jogos triple-A dos próximos 5 anos com tranquilidade?
Ao longo desta primeira semana de outubro, o caldeirão de rumores do mercado asiático de semicondutores transbordou. Múltiplos insiders e registros de drivers apontaram para um codinome que promete ser o coração do próximo grande portátil da Valve: a APU AMD “Gainsborough”.
A união do Zen 6 com RDNA 4
Diferente das revisões menores de litografia que vimos entre as APUs Aerith (LCD) e Sephiroth (OLED), o chip Gainsborough representaria um salto geracional massivo no poder de fogo bruto do dispositivo.
Segundo discussões e relatórios preliminares da indústria, o chip será semi-customizado e feito sob medida para a Valve, aproveitando a próxima grande arquitetura de processadores da AMD. A CPU supostamente será baseada na arquitetura Zen 6, empregando um design híbrido que combina núcleos de performance normais com núcleos eficientes de alta densidade (Zen 6c). Esse arranjo é essencial para um portátil, pois permite que o sistema operacional delegue tarefas leves e o gerenciamento do SteamOS para os núcleos menores, enquanto economiza toda a energia para alimentar os gráficos durante os jogos.
E falando em gráficos, a GPU integrada deve abandonar a arquitetura RDNA 2 atual e pular direto para a versão RDNA 4m (versão mobile da arquitetura que a AMD prepara para as próximas placas de vídeo de mesa). As expectativas são de que isso dobre o número atual de Compute Units (CUs), garantindo que títulos exigentes na Unreal Engine 5 rodem a muito mais do que dolorosos 30 quadros por segundo. Tudo isso seria empacotado em litografia de 3 nanômetros (o processo N3P da TSMC), oferecendo uma eficiência energética sem precedentes.
Foco no ecossistema x86
Os rumores ganharam ainda mais peso porque, na mesma semana, a Valve emitiu declarações reiterando a falta de suporte oficial para a arquitetura ARM no cliente Linux. Enquanto a empresa adotou chips Snapdragon (da Qualcomm) para o seu headset VR standalone Steam Frame, representantes afirmaram que não há planos oficiais para o cliente Steam de desktop suportar portáteis ARM de terceiros a curto prazo.
Em outras palavras: para a experiência completa de PC na palma da mão, a Valve continua casada com a arquitetura x86 e a parceria profunda com a AMD. O Steam Deck 2, alimentado pela APU Gainsborough, reforça essa tese. Se os vazamentos estiverem corretos, podemos esperar anúncios oficiais apenas no final do próximo ano, mas o futuro da jogatina móvel baseada em Linux parece mais promissor do que nunca.
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