
Xi Jinping e Trump em jantar de gala oferecido pelo republicano na Casa Branca em 24 de setembro de 2026 Evelyn Hockstein/Reuters A China afirmou neste sábado (26) que chegou a um acordo com os Estados Unidos para reduzir tarifas comerciais e iniciar um diálogo sobre inteligência artificial (IA). As medidas, que incluem um acordo tarifário de US$ 30 bilhões (cerca de R$ 156 bilhões), fazem parte de um consenso de oito pontos alcançado durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O Ministério das Relações Exteriores da China informou que os dois países também concordaram em criar um conselho comercial e dar continuidade aos entendimentos alcançados em negociações anteriores em Kuala Lumpur. O anúncio ocorre após Estados Unidos e China terem decidido prorrogar por dois meses uma trégua comercial que terminaria em 10 de novembro. Segundo o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, a extensão dá aos dois países mais tempo para negociar um acordo comercial mais amplo. Agora no g1 LEIA MAIS Trump diz que reunião foi positiva, e Xi fala em relação baseada na reciprocidade Por que, mesmo estando nos EUA, Xi Jinping escolheu não discursar na ONU? Trump estendeu tapete vermelho para Xi — mas líder chinês não conseguiu tudo o que queria A cúpula de três dias entre Xi Jinping e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terminou na sexta-feira (25) com demonstrações de proximidade entre os líderes, mas sem grandes avanços anunciados publicamente. Xi já retornou a Pequim, segundo a agência estatal chinesa Xinhua. "Esta visita histórica enriqueceu a relação construtiva e estável entre a China e os EUA, manteve a estabilidade geral dos laços bilaterais, abriu um novo capítulo nas relações China-EUA e terá um impacto de longo alcance na paz e no desenvolvimento mundial", disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, em um comunicado. Inteligência artificial Na área de inteligência artificial, os dois países concordaram em manter discussões sobre os riscos e benefícios da tecnologia e criar um canal de comunicação para incidentes relacionados à IA, segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês. A próxima rodada de conversas está prevista para novembro. Em um comunicado separado, o ministério afirmou que Pequim considera positivo o uso do termo “superinteligência” por Washington, em vez de “inteligência artificial”. Segundo a pasta, China e Estados Unidos devem ampliar a troca de informações e buscar consensos à medida que a tecnologia avança. Os dois países também concordaram em apoiar um ao outro na realização das próximas reuniões de líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e do G20. Trump e Xi sinalizaram que pretendem participar dos encontros organizados pelo outro país. Na área de política externa, os líderes concordaram que o Irã deve cumprir o compromisso de não desenvolver armas nucleares e que nenhum país ou entidade deve cobrar taxas pela passagem em vias navegáveis internacionais, segundo o ministério. A Embaixada dos Estados Unidos em Pequim não respondeu imediatamente ao pedido de comentário feito pela Reuters.