EUA alertam influenciadores que queiram monetizar conteúdo no país usando visto de turista


Fachada do MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, que receberá jogos da Copa do Mundo de 2026, incluindo a final Angelina Katsanis/Reuters A poucas horas do início da Copa do Mundo da Fifa, os Estados Unidos emitiram um alerta para influenciadores estrangeiros com visto de turista que querem monetizar conteúdo produzido dentro do país. Em nota, o governo americano afirmou que criar conteúdo com o objetivo de gerar renda durante a estadia nos EUA é considerado trabalho e exige o visto adequado. ACOMPANHE as notícias sobre a Copa do Mundo da Fifa no ge O alerta foi feito em uma nota conjunta da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) e do Departamento de Segurança Interna, que foi enviada para o jornal espanhol "El País". "Entrar nos Estados Unidos com o único propósito de criar conteúdo (como influenciador) e, assim, gerar renda a partir dos Estados Unidos enquanto estiver no país é considerado trabalho e exige o visto apropriado", afirma a nota. "Pessoas que entram nos Estados Unidos por meio de programas de visitação e recebem renda de uma fonte americana estariam violando as condições de sua admissão." O alerta chega às vésperas de um dos maiores eventos esportivos do mundo, que deve atrair centenas de criadores de conteúdo interessados em registrar a experiência para milhões de seguidores. Ainda não está claro como as novas regras serão aplicadas nem se já houve casos de fiscalização relacionados à medida. Agora no g1 LEIA TAMBÉM: Copa: presidente da Fifa lamenta corte de árbitro somali barrado nos EUA: ‘Não controlamos tudo’ Segundo as autoridades americanas, o visto de turista (B-2) permite viagens de lazer, férias, visitas familiares e tratamento médico, mas não autoriza o exercício de atividades profissionais nem o recebimento de renda por trabalhos realizados em território americano. O descumprimento das regras pode resultar em: cancelamento do visto; deportação; e restrições para futuras entradas no país. Para influenciadores e criadores de conteúdo, uma das alternativas é o visto O-1, destinado a profissionais com habilidades consideradas extraordinárias em áreas como artes, esportes, ciência e negócios. Dependendo da situação, o documento permite atividades remuneradas, como campanhas publicitárias, parcerias com marcas e produção de conteúdo comercial. Uma fonte do governo dos EUA disse ao "El País" que a gestão do presidente Donald Trump pretende reforçar a fiscalização em aeroportos e postos de fronteira para identificar influenciadores estrangeiros que utilizam vistos de turista para trabalhar e gerar receita. Segundo a fonte, que falou sob condição de anonimato, o objetivo é "proteger empregos americanos". "Eles mesmos se denunciam por meio dos vídeos", afirmou a fonte, referindo-se a criadores de conteúdo que compartilham nas redes sociais detalhes sobre a obtenção de vistos e viagens pelos Estados Unidos para produzir material para plataformas digitais. O país tem chamado atenção nas últimas semanas pelo tratamento dado a pessoas interessadas em acompanhar o torneio em solo americano ou que vão trabalhar durante o evento. A política de imigração do governo Trump está provocando incerteza e temor entre torcedores e profissionais do mundo todo. Torcedores do Irã, país que está em guerra contra os EUA, foram impedidos de entrar no país. Em outro caso recente, um árbitro somáli foi deportado, acusado de manter relações com grupos terroristas.