
Google Maps passa a conversar com usuários para recomendar lugares e ônibus no Brasil Usuários do Google Maps no Brasil agora podem conversar com o aplicativo para encontrar lugares e até tirar dúvidas sobre transporte público. Segundo o Google, é possível fazer perguntas sobre "praticamente qualquer tema", de pedidos simples até buscas mais específicas. O recurso transforma o Maps em uma espécie de assistente de recomendações com inteligência artificial baseada no Gemini. Anunciada em março de 2026, a novidade já estava disponível nos Estados Unidos e na Índia. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Batizado de "Pergunte ao Maps", o recurso exibe respostas em formato de conversa, de forma semelhante ao que já acontece em ferramentas como ChatGPT e Gemini. Além do texto, ele mostra um mapa personalizado, imagens dos locais sugeridos e informações adicionais, como dados sobre acessibilidade e, no caso de museus, detalhes sobre as obras em exibição. A novidade foi anunciada durante o evento Google for Brasil nesta quarta-feira (10) e funciona tanto por texto quanto por voz. A função começa a ser liberada nesta quarta para um "grupo seleto" de usuários mais engajados com o Maps no Brasil. Segundo o Google, o recurso chegará a todos os usuários do país "nas próximas semanas". Como funciona e exemplos de perguntas Google Maps passa a conversar com usuários para recomendar lugares e ônibus no Brasil Google/Divulgação A opção para acessar a IA do Maps fica no topo do aplicativo, no canto superior esquerdo, ao lado de atalhos como "Restaurantes", "Compras" e "Supermercados". Neste primeiro momento, o recurso estará disponível apenas no aplicativo para celulares. A funcionalidade também chegará ao navegador futuramente. Segundo o Google, as recomendações são geradas a partir do cruzamento de informações de mais de 300 milhões de lugares com avaliações publicadas por mais de 500 milhões de usuários da comunidade do Maps. "Você pode perguntar onde encontrar um hambúrguer vegano perto do trabalho ou pedir um roteiro de locais com arquitetura icônica na sua cidade. Ele usa as informações mais recentes para mostrar tudo o que você precisa saber antes de sair de casa", explica André Kowaltowski, gerente do Google Maps para a América Latina. Veja alguns exemplos abaixo: "Encontre hamburguerias com mesas ao ar livre perto de mim." "Está chovendo e eu queria levar meu filho a um lugar divertido que não seja um shopping. Pode me recomendar algumas opções no bairro do Tatuapé?" "Me mostre algumas sorveterias perto do meu trabalho." "O ônibus [número da linha] passa pelo corredor exclusivo?" "Quais filmes estão em cartaz no cinema [nome]?" "Quais restaurantes perto da minha casa aceitam vale refeição?" No exemplo da sorveteria, o pedido menciona um local "perto do meu trabalho". Isso é possível porque o usuário salvou o endereço do trabalho em sua conta do Google Maps. Com isso, a IA consegue usar essa informação para entender referências como "perto do meu trabalho", "próximo da minha casa" ou "perto da casa da minha sogra" e oferecer sugestões mais personalizadas. O Google afirma ainda que a IA do Maps pode levar em conta o histórico do usuário para personalizar as sugestões. Por exemplo, se a pessoa costuma pesquisar restaurantes vegetarianos, a ferramenta pode considerar essa preferência em buscas futuras, mesmo que o termo "vegetariano" não seja mencionado. No caso do transporte público, o Google afirma usar informações fornecidas em tempo real por empresas responsáveis pela operação dos sistemas nas cidades, como a SPTrans, em São Paulo. Por isso, alguns dados exibidos pelo Maps podem apresentar divergências, já que não são coletados pela empresa. Corredor de ônibus da Avenida Bezerra de Menezes recebe redutores de velocidade JL Rosa/SVM Redes sociais mudaram a forma de descobrir lugares Não está claro se o Google pretende usar o recurso para atrair usuários que passaram a buscar recomendações de lugares em plataformas como TikTok e Instagram. Nos últimos anos, as redes sociais ganharam espaço como ferramenta de pesquisa para descobrir restaurantes, pontos turísticos e outras recomendações. Em 2023, o g1 mostrou essa tendência em uma reportagem sobre o tema. Na ocasião, a professora de literatura Lu Cunha explicou que a busca tradicional nem sempre oferece respostas diretas para quem procura sugestões mais específicas. "O Google é muito bom como fonte de informação, só que, dependendo do que você busca, ele apresenta muitas páginas sobre aquele assunto e pode ser difícil de você selecionar exatamente aquela que vai te atender", disse em entrevista ao g1 em 2023. 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