Pornhub e Redtube anunciam que não vão permitir novos usuários no Reino Unido; entenda


Site pornô Pornhub Franco Alva/Unsplash A Aylo, dona dos sites de conteúdo adulto YouPorn, Pornhub e Redtube, anunciou nesta terça-feira (27) que não vai aceitar novos usuários no Reino Unido a partir do dia 2 de fevereiro. A decisão ocorre em meio a críticas da empresa ao Online Safety Act (OSA), nova lei que começou a valer há cerca de seis meses no país e endurece a obrigação de verificação de idade para acesso a conteúdos considerados impróprios para menores (veja mais abaixo). Desde que ela começou a valer, os acessos aos principais sites de conteúdo pornográfico do Reino Unido caíram drasticamente. O Pornhub, por exemplo, perdeu mais de 1 milhão de visitas em apenas duas semanas, segundo a empresa de análise de dados Similarweb. A legislação prevê multas milionárias — de até 18 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 134 milhões) ou 10% da receita global — para empresas que descumprirem suas determinações. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A companhia informou que usuários do Reino Unido que já tiverem feito a verificação de idade até 2 de fevereiro continuarão com acesso às plataformas por meio de suas contas existentes. A restrição vale apenas para novos cadastros. A Aylo já bloqueou seus sites em outros países por motivos semelhantes. Chefe de esquema de 'gatonet' é condenado após movimentar R$ 5 milhões por ano e comprar carros de luxo Pressionados por Macron, deputados franceses analisam projeto que proíbe redes sociais para menores de 15 anos Críticas à nova legislação No anúncio, a Aylo critica especificamente o OSA e afirma que a lei “não atingiu seu objetivo pretendido de proteger menores”. Em declaração assinada por Alex Kekesi, vice-presidente de Marca e Comunidade da Aylo, a empresa diz que milhares de sites pornográficos menores e não regulamentados continuam facilmente acessíveis, o que teria levado usuários — inclusive adultos — a migrar para ambientes menos seguros. "Acreditamos que, na prática, esse arcabouço desviou tráfego para cantos mais obscuros e não regulamentados da internet e também colocou em risco a privacidade e os dados pessoais dos cidadãos do Reino Unido", diz. Outro ponto central das críticas é o impacto da verificação de idade sobre a privacidade e a coleta de dados sensíveis. A nova lei determinou que as plataformas não podem mais usar simples declarações de maioridade dos usuários. No lugar, passaramm a ser exigidos métodos mais rigorosos de verificação, como estimativas de idade por escaneamento facial, envio de documentos de identidade, checagens por cartão de crédito e outras medidas consideradas mais seguras pelas autoridades. A Aylo, por sua vez, defende um modelo de verificação baseada em dispositivos, em vez de sites individuais. A empresa argumenta que celulares, tablets e computadores deveriam vir configurados por padrão como “seguros para crianças”, cabendo apenas a adultos desbloquear o acesso a conteúdos impróprios para menores. Veja mais: 'Adultização de crianças': como ativar proteção no celular para limitar tempo e atividade do seu filho online Saiba como ativar proteção para controlar tempo e atividade de crianças no celular