A Connectivity Standards Alliance (CSA) — grupo do qual a Apple faz parte — anunciou hoje o lançamento da versão 1.0 do Aliro, padrão de comunicação aberto para chaves digitais em smartphones e smartwatches.
Desenvolvido com o objetivo de “revolucionar a forma como usuários interagem com pontos de acesso em todos os aspectos de suas vidas”, o protocolo lembra bastante o Home Key — recurso de chaves no app Carteira (Wallet) da própria Maçã —, mas adota uma abordagem interoperável.
A ideia do Aliro é que usuários com dispositivos de ecossistemas distintos possam destrancar as mesmas portas de maneira rápida e prática enquanto utilizam o app de carteira digital de sua preferência.
A novidade também não depende de conexão com a nuvem ou até mesmo de uma rede Wi-Fi, conectando-se diretamente à fechadura via NFC 1 e Bluetooth Low Energy (BLE), além de suportar banda ultralarga (UWB, na sigla em inglês).
O Aliro está resolvendo a fragmentação que tem impedido a adoção de chaves digitais, substituindo-a por um padrão único de interoperabilidade construído por meio da colaboração dos membros da aliança […].
—Tobin Richardson, presidente e diretor executivo da CSA.
Com o anúncio de hoje, fabricantes de dispositivos de casa inteligente estão livres para projetar e lançar produtos compatíveis com o Aliro. Segundo a CSA, que desenvolveu um processo de certificação abrangente para garantir o bom funcionamento do padrão, nomes como Apple, Google e Samsung serão os primeiros a adotar a novidade em seus ecossistemas.
Anunciado no final de 2023, o Aliro chega com certo atraso, já que a previsão original era que ele fosse lançado ainda em 2025. Não deveremos esperar tanto, porém, para ver as primeiras fechaduras compatíveis com o padrão aterrissarem no mercado, já que fabricantes como Aqara, Nuki, Assa Abloy, Allegion, HID e Kwikset já estariam preparando modelos com essa novidade.
A CSA, vale notar, também é o consórcio responsável pela tecnologia Matter — outro padrão que tem como objetivo tornar dispositivos de casa inteligente interoperáveis.
via Forbes