A Amazon anunciou hoje a compra da Globalstar, empresa cuja infraestrutura é a base para recursos como o SOS de Emergência via satélite, as mensagens de texto via satélite e a Assistência Rodoviária via satélite — presentes em iPhones e Apple Watches já há alguns anos.
De acordo com a gigante do varejo, a operadora de satélites será incorporada ao Amazon Leo, subsidiária da Amazon que também atua no mercado de comunicação via satélite.
A Amazon aproveitou a ocasião para anunciar que assinou um novo acordo com a Apple, que continuará pagando para ter acesso à infraestrutura da Globalstar — lembrando que a Maçã detinha 20% da companhia.
We’ve also signed an agreement with @Apple to become their primary satellite service provider for iPhone and Apple Watch. Apple customers are already connected out of cell range, and they’ll do that with @Amazonleo satellites in the future. pic.twitter.com/qLaiX71diO
— Panos Panay (@panos_panay) April 14, 2026
A companhia também disse que trabalhará com a Apple em futuros serviços de satélite que operarão na rede expandida da LEO (low Earth orbit), que está sendo construída pela MDA Space.
O vice-presidente de marketing mundial da Apple, Greg Joswiak, comentou a novidade:
A Apple e a Amazon têm um longo e comprovado histórico de colaboração por meio dos serviços de infraestrutura essenciais da Amazon, e estamos ansiosos para expandir essa parceria com o Amazon Leo. Isso garante que nossos usuários continuarão tendo acesso aos recursos vitais de satélite dos quais dependem, incluindo SOS de Emergência, Mensagens, Buscar e Assistência Rodoviária via satélite, para que possam permanecer seguros e conectados mesmo fora da área de cobertura da rede.
Rival direta da Starlink, empresa do bilionário Elon Musk, o Amazon Leo terá agora acesso às duas dúzias de satélites da Globalstar, segundo informações da Reuters. Especula-se que a companhia fundada por Jeff Bezos tenha investido cerca de US$11,57 bilhões para concretizar essa compra.
Espera-se, no entanto, que a aquisição seja concluída apenas no ano que vem, já que ainda precisa passar pelo crivo de órgãos reguladores competentes.