App Store brasileira hospeda dezenas de jogos de azar disfarçados

Dias após a Apple ter sido solicitada a fornecer mais explicações sobre suas políticas contra aplicativos de aposta no Brasil, uma investigação do 9to5Mac revelou mais de 60 apps que, especificamente por aqui, ocultam ou alteram recursos para promover jogos de azar.

Ou seja, eles se comportam exatamente como mostrado nas capturas de tela da quando acessados ​​de praticamente qualquer lugar do mundo, exceto em terras tupiniquins.

A maioria dos aplicativos é publicada por contas de desenvolvedores com apenas um registro na loja da Maçã e eles também tendem a usar políticas de privacidade semelhantes — ou possuem até mesmo políticas idênticas.

Ao aprofundar sua investigação, a reportagem encontrou um repositório público no contendo instruções para um agente de IA criar aplicativos simples, com código baseado em , que servem como fachada para as plataformas de apostas.

As instruções exigem que cada aplicativo inclua de três a cinco interfaces visíveis, use um nome comercial e um ícone com tema animal (um dragão, boi, coelho, rato ou tigre) e suporte roteamento controlado remotamente para o aplicativo local, uma página da web dentro do aplicativo ou um site externo.

Eles também afirmam que os aplicativos devem ser construídos em torno de conceitos simples e imediatamente compreensíveis, com uma marca clara e várias áreas de recursos proeminentes, mas suficientemente diferentes entre si para parecerem produtos separados.

O repositório também inclui instruções explícitas destinadas a impedir que os aplicativos sejam sinalizados como suspeitos durante a revisão da App Store. Isso inclui atribuir a cada aplicativo códigos de inicialização e configuração remota com nomes exclusivos, dificultando a identificação deles como parte do mesmo grupo pelos revisores.

O método para burlar as diretrizes de revisão de apps da Apple tem funcionado, já que o próprio sistema de recomendação da App Store direciona os usuários para outros aplicativos suspeitos com mais frequência do que para aplicativos genuínos.

Procurada, a Apple ainda não comentou as descobertas da reportagem.