Encerrando uma aposta aventada há meses, a Apple confirmou — em uma declaração compartilhada com a CNBC — uma parceria plurianual com o Google para utilizar os modelos do Gemini e a tecnologia em nuvem da gigante de Mountain View para alimentar os futuros recursos de inteligência artificial da Siri.
Como sabemos, a versão mais pessoal e interativa da assistente virtual da Apple deverá ser lançada nos próximos meses, possivelmente junto ao iOS 26.4. Embora o comunicado da Maçã não confirme isso, a CNBC afirma que os recursos chegarão “ainda este ano”.
Após uma avaliação cuidadosa, determinamos que a tecnologia do Google oferece a base mais robusta para os Apple Foundation Models e estamos entusiasmados com as novas experiências inovadoras que ela possibilitará aos nossos usuários.
O Google também publicou uma declaração replicando parte do comunicado da Apple e fornecendo informações adicionais, como o fato de que a Apple Intelligence continuará rodando no Private Cloud Compute.
Apple and Google have entered into a multi-year collaboration under which the next generation of Apple Foundation Models will be based on Google's Gemini models and cloud technology. These models will help power future Apple Intelligence features, including a more personalized…
— News from Google (@NewsFromGoogle) January 12, 2026
Após uma avaliação criteriosa, a Apple determinou que a tecnologia de IA do Google oferece a base mais robusta para os Apple Foundation Models e está entusiasmada com as novas experiências inovadoras que ela proporcionará aos usuários da Apple. A Apple Intelligence continuará a ser executada em dispositivos Apple e no Private Cloud Compute, mantendo os padrões de privacidade líderes do setor da Apple.
A Apple anunciou pela primeira vez os recursos personalizados da Siri durante a keynote a WWDC24 — mas, no ano passado, confirmou o adiamento desse lançamento para 2026. As novas funcionalidades incluirão uma melhor compreensão do contexto pessoal do usuário, reconhecimento na tela e controles mais detalhados para cada aplicativo.
A decisão da Apple de se apoiar na tecnologia de inteligência artificial do Google também confirma, de certa forma, que a Maçã deixou de lado (pelo menos a priori) o uso de um modelo próprio para alimentar a “nova Siri”, que já vinha sofrendo com problemas de desempenho em testes internos.