Como mostramos em nossa cobertura da WWDC26, a Apple apresentou a Siri AI, mais capaz e integrada ao sistema, além de novos recursos de inteligência artificial e melhorias espalhadas pelos sistemas.
A empresa também aproveitou a ocasião para detalhar a terceira geração dos seus Foundation Models (AFMs), a família de modelos que serve como base para a Apple Intelligence e é agora composta por cinco modelos principais:
No dispositivo3 bilhõesModelo local para tarefas simples e dispositivos menos potentesAFM 3 Core Advanced📱
No dispositivo20 bilhõesModelo local mais poderoso da Apple, multimodal, com melhor raciocínio, voz e ditadoAFM 3 Cloud☁️
Private Cloud ComputeNão divulgadoModelo de uso geral na nuvem, otimizado para velocidade, eficiência e desempenhoADM 1 3 Cloud (Imagens)☁️
Private Cloud ComputeNão divulgadoVoltado à geração, edição e compreensão de imagensAFM 3 Cloud Pro☁️
Private Cloud ComputeNão divulgadoModelo mais avançado da Apple para raciocínio complexo, uso de ferramentas e agentes de IA
O grande destaque técnico é o AFM 3 Core Advanced, um modelo multimodal desenvolvido para funcionar de forma eficiente dentro das restrições de memória dos dispositivos. Para isso, a Apple criou uma arquitetura esparsa baseada em uma técnica chamada Instruction-Following Pruning (IFP), que permite ativar apenas uma parte do modelo (de 1 a 4 bilhões de parâmetros por vez) conforme a tarefa executada, reduzindo o consumo de memória e aumentando a eficiência.

Vale lembrar que, ao usar modelos que rodam na Private Cloud Compute, os dados dos usuários nunca são armazenados nem compartilhados com ninguém, incluindo a própria Apple.
A Maçã também revelou que, para o AFM 3 Cloud Pro, trabalhou com o Google e a NVIDIA para estender o Private Cloud Compute às GPUs 3 NVIDIA no Google Cloud, mantendo as mesmas garantias de proteção à privacidade dos usuários.
O que isso significa para desenvolvedores?
Embora boa parte da atenção esteja voltada para os novos recursos da Apple Intelligence, a nova geração dos AFMs também representa um avanço importante para desenvolvedores (e até mesmo para usuários avançados).
A Apple continuará oferecendo modelos que podem ser executados diretamente no dispositivo, sem necessidade de conexão com a internet. Na prática, isso significa menor latência, maior privacidade e custos reduzidos para quem deseja criar apps e automações baseados em IA.
Outra novidade interessante é a integração dos modelos com ferramentas para desenvolvedores no macOS. Por meio da linha de comando, será possível interagir com os modelos locais para executar tarefas como resumir informações e até analisar imagens.
Além de melhorias em tarefas de linguagem, os novos modelos apresentam avanços em compreensão de imagens, processamento de áudio, ditado e síntese de voz.
A Apple finalmente entrou no jogo?
Embora a maioria dos usuários provavelmente perceba essas mudanças apenas por meio dos novos recursos da Apple Intelligence, a empresa demonstrou ter investido para competir com rivais como OpenAI, Google e Anthropic — sem abrir mão da sua estratégia de combinar processamento local com computação privada na nuvem.
Mas será que isso tudo será suficiente para colocá-la no mesmo patamar dos concorrentes? Só o tempo (e as betas) dirão!