De acordo com o jornal The Guardian, a Apple enfrentará um processo de £1,5 bilhão (quase R$11 bilhões) no Reino Unido devido à exclusividade do Apple Pay nos iPhones — o que teria bloqueado a concorrência no país e prejudicado consumidores.
Liderado pelo militante James Daley, o processo se baseia no argumento de que, como o serviço da Apple é o único disponível para os cidadãos britânicos, isso permitiu à empresa cobrar “taxas ocultas” e elevar custos para os bancos.
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Ele argumenta que essas taxas eram, então, repassadas para os consumidores — mesmo entre os que não possuíam iPhones — em diversos produtos bancários pessoais (como cartões de crédito, contas correntes e poupanças).
No processo, que poderá resultar em uma compensação média de apenas £26 por pessoa caso a Apple seja condenada, Daley afirma que cerca de 98% dos consumidores foram de alguma forma afetados — quase toda a população britânica.
Em resposta às acusações, a Maçã sustenta que o Apple Pay é uma forma simples e segura de fazer pagamentos por aproximação, sendo apenas uma entre várias opções disponíveis para os consumidores do Reino Unido.
A Apple não cobra taxas de consumidores ou lojistas pelo uso do Apple Pay, e os bancos têm benefícios significativos ao oferecer o Apple Pay aos seus clientes — principalmente a redução de fraudes.
A empresa afirmou que continuará garantindo aos clientes opções de pagamento seguras e ressaltou que, agora, terceiros podem permitir transações por aproximação em seus próprios apps — uma evolução em seu sistema.
via AppleInsider