O imbróglio envolvendo o Pix por aproximação em iPhones pode estar perto de um desfecho. Pelo menos segundo Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Recapitulando: há mais de um ano, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) iniciou uma investigação focada na Apple para apurar se ela estaria praticando condutas anticompetitivas no mercado de pagamentos por aproximação.
Em março deste ano, o Cade foi mais uma vez para cima da Apple devido à impossibilidade de usar o NFC 1 do iPhone para processar pagamentos via Pix por aproximação — uma modalidade que já está disponível em dispositivos Android, vale notar.
A briga toda gira em torno, é claro, de dinheiro. De forma resumida, a Apple cobra uma taxa por toda e qualquer transação realizada via NFC. O Pix por aproximação, contudo, não tem custo para o usuário final; assim, torna-se inviável para as instituições financeiras pagarem qualquer taxa à Apple ao disponibilizar esse recurso.
Em um documento enviado ao Cade em fevereiro passado, a Apple afirmou que seu modelo baseado em hardware “oferece um nível de segurança superior às soluções usadas no Android”. Ela apontou ainda o sucesso do Pix por código QR, com 2,7 bilhões de transações em janeiro de 2026, contra apenas 1,05 milhão do Pix por aproximação.
O desdobramento de agora é que, segundo Jardim, a Apple sinalizou ao Cade que topa fazer um acordo para permitir o Pix por aproximação, sem custos, em iPhones.
Vale notar que o jornalista disse, na mesma matéria, que “a Apple vinha permitindo o uso da tecnologia de dentro de seus aplicativos, mas cobrando uma taxa por transação efetuada”. Isso, contudo, não é verdade: o Apple Pay, até hoje, funciona apenas com cartões de crédito ou débito.