Desde que a Apple levou a OpenAI aos tribunais por uma suposta violação de segredos industriais e propriedade intelectual, a ausência do nome de Jony Ive no processo tem sido motivo de especulações, considerando que o ex-executivo da Maçã e braço direito de Steve Jobs é uma peça relevante para o desenvolvimento de hardwares da dona do ChatGPT.
No ano passado, a startup de Ive, a io Products, foi adquirida pela OpenAI por US$6,5 bilhões. Desde então, o estúdio de design independente LoveFrom (também comandado pelo ex-Apple) passou a ser o espaço da gigante de inteligência artificial (IA) para a supervisão do design da sua linha de hardware. Nesse processo, mais de 400 funcionários trocaram a Maçã pela empresa de Sam Altman — entre eles, Tang Tan e Chang Liu, acusados de instruírem a revelação de protótipos da Maçã para quem estivesse em entrevista com a empresa de IA.
Para Mark Gurman, jornalista da Bloomberg, existem duas explicações lógicas para Ive ter ficado de fora das acusações: a ausência de provas que comprovem seu vínculo com o esquema e a sua relação de proximidade com a viúva de Jobs, Laurene Powell Jobs.

Próxima de Tim Cook e de outros executivos da empresa — além de manter uma relação de longa data com Ive —, ela continua circulando com naturalidade entre ambos os lados, tendo inclusive participado da última WWDC como convidada.
Laurene também é uma das principais investidoras dos projetos de Ive e esteve ao lado dele e de Altman quando os dois revelaram que o primeiro dispositivo de IA da OpenAI já estava em desenvolvimento. Para Gurman, esse conjunto de relações pode ter contribuído para evitar que o nome do ex-chefe de design da Apple fosse envolvido diretamente na disputa judicial, especialmente na ausência de evidências que o ligassem ao suposto vazamento de informações.