Apple firma acordo para encerrar caso de discriminação religiosa nos EUA

Apple firma acordo para encerrar caso de discriminação religiosa nos EUA

Depois de ser processada pela Equal Employment Opportunity Commission (EEOC) — agência do governo americano responsável por fiscalizar o cumprimento das leis federais sobre discriminação trabalhista — sob a alegação de prática de discriminação religiosa, a Apple firmou um acordo judicial e concordou em pagar cerca de US$150 mil para encerrar o caso na Justiça.

A ação envolvia um funcionário Genius da Apple Reston, localizada no estado da Virgínia (Estados Unidos), com 16 anos de casa e boas avaliações de desempenho. Em agosto de 2023, ele se converteu ao judaísmo e solicitou adequações de escala à rotina da sua religião, não trabalhando durante as sextas-feiras e os sábados (período do Shabat). Depois de alguns meses solicitando esses ajustes de maneira contínua, ele foi demitido.

Do montante total, US$80 mil correspondem a salários retroativos (sujeitos, portanto, aos devidos descontos tributários) e os US$70 mil restantes são relativos a juros e indenizações. A Apple tem até 30 dias para realizar o pagamento.

Essa mesma Apple Store, vale lembrar, foi palco de outra polêmica, na ocasião envolvendo questões sindicais: em 2022, a gerência da loja foi acusada de dissuadir e “constranger” funcionários que se mobilizavam pela sindicalização. Líderes da Maçã teriam usado ainda o exemplo do fechamento das lojas sindicalizadas no Starbucks como um incentivo para a desarticulação dos trabalhadores.

via 9to5Mac