A SemiAnalysis publicou recentemente um relatório bastante detalhado sobre a longa e bem-sucedida parceria entre a Apple e a TSMC, responsável pela fabricação dos chips que equipam dispositivos da empresa como iPhones, iPads e Macs.
O relatório (bastante extenso, por sinal) acompanha a jornada das empresas desde o início da parceria — incluindo uma aposta de US$10 bilhões do fundador da TSMC em fábricas de 20nm, feita em 2013, um ano antes do lançamento do chip A8.
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De lá para cá essa parceria só cresceu, com os gastos da Apple com a TSMC saltando de US$2 bilhões em 2014 para US$24 bilhões em 2025, ano em que a Apple foi responsável por 20% da receita total da fabricante de semicondutores.
Em lançamentos de novos processos, a Apple frequentemente consumiu mais de 50% (às vezes, quase 100%) da capacidade inicial, um “financiamento” que permitiu à TSMC avançar mais nesse mercado em relação a empresas como Samsung e Intel.
Ao projetar uma infinidade de chips (do Apple Silicon nos Macs ao seu modem 5G), isso também permitiu à Maçã ampliar suas margens. A economia anual estimada é de mais de US$7 bilhões com a substituição de Intel, Qualcomm e Broadcom.
Com as mudanças trazidas pela inteligência artificial, no entanto, a Apple já não está mais sozinha no topo da parceria com a TSMC, com a NVIDIA também se posicionando como uma cliente estratégica de peso para a fornecedora.
De qualquer forma, o maior risco a essa parceria atualmente é a sua posição geopolítica. Isso porque um possível conflito entre China e Taiwan poderia representar um impacto significativo para a empresa.