Apple mostra evidências e pede urgência para produzir provas contra a OpenAI [atualizado]

Apple mostra evidências e pede urgência para produzir provas contra a OpenAI [atualizado]

A Apple apresentou hoje à justiça dos Estados Unidos [PDF] novas evidências de que seu ex-funcionário Chang Liu usou segredos comerciais de forma indevida em sua transição para a — que está sendo processada pela Maçã desde julho.

Em uma dessas evidências, encontradas após uma análise forense do MacBook usado por Liu enquanto era funcionário da Apple, a empresa descobriu que ele baixou um esquema de circuito confidencial/proprietário e o utilizou de forma ativa na empresa rival.

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Após usar esse arquivo para rodar simulações em um software de engenharia elétrica, Liu enviou mensagens escritas se vangloriando de ter treinado um agente de IA para tal — um processo que só foi possível graças aos dados adquiridos da Maçã.

Essa movimentação do ex-funcionário foi descoberta porque ele realizou as simulações em um Mac mini pessoal que estava vinculado ao seu iCloud e os arquivos gerados foram sincronizados automaticamente com o MacBook corporativo.

A Apple, que agora está solicitando autorização judicial para investigar e espelhar forensicamente o Mac mini e outros aparelhos de posse de Liu, também descobriu que ele atuou explicitamente para destruir provas que pudessem o incriminar.

Apagando os rastros

Logo após descobrir que era alvo de uma investigação interna da Apple, Liu trocou mensagens com sua colega da OpenAI, Yu-Ting “Alyssa” Peng, e a instruiu explicitamente a formatar os dispositivos da Maçã que estavam em posse deles.

A perícia também mostrou que Liu e outros funcionários da OpenAI tinham ciência desse acesso ilegal, e que ele usava na empresa uma ferramenta de engenharia com o mesmo nome de um app interno e confidencial de desenvolvimento da Maçã.

A Apple usou essas evidências para solicitar ao juiz responsável uma autorização para um início imediato da fase de produção de provas contra a OpenAI — que tentou na semana passada, mais uma vez, fazer a justiça descartar o processo contra ela.

via 9to5Mac

Atualização 01/09/2026 às 09:41

Após a Apple apresentar seu pedido de urgência na produção de provas contra a OpenAI, a empresa de inteligência artificial afirmou à Reuters que a disputa “é uma bagunça da própria Apple” e que as evidências apresentadas pela Maçã não mostraram que qualquer informação confidencial foi realmente roubada por seus ex-funcionários.

A OpenAI também alega que a Apple está usando o processo para desacelerar um concorrente em potencial e desencorajar as saídas dos funcionários, destacando que a lei da Califórnia permite mudanças livres de trabalhadores entre concorrentes.

Os funcionários “podem deixar uma empresa como a Apple que tem lutado para ⁠adotar a IA e passar para uma startup empolgante que constrói produtos inovadores” e Apple “pode não gostar dessas escolhas”, mas elas “não são ilegais”, disse a empresa.

A startup ainda mencionou a política da Apple de incentivar seus funcionários a usar suas contas pessoais do iCloud para acessar documentos de trabalho — algo que seria difícil de reverter por completo em tempo hábil após um desligamento.