A Apple vem sendo acusada, nos Estados Unidos, de bloquear carteiras digitais concorrentes com funcionalidade de pagamento por aproximação (Tap to Pay) no iPhone e cobrar taxas dos emissores de cartões pelas transações feitas via Apple Pay.
Recentemente, conforme noticiado pelo AppleInsider, o juiz Jeffrey White concedeu o status de ação coletiva aos bancos e cooperativas de crédito autores do processo, os quais argumentam que a Apple não teria conseguido manter as taxas do Apple Pay se houvesse concorrência efetiva, citando carteiras digitais do Android que não cobram taxas de transação dos emissores de cartões.
As cooperativas Affinity Credit Union, GreenState Credit Union e Consumers Co-op Credit Union ajuizaram a ação em 2022. A Apple já tentou derrubar o processo, mas uma decisão de 2023 permitiu o prosseguimento do caso; a justiça, porém, rejeitou uma acusação separada de que a Maçã teria vinculado ilegalmente os dispositivos iOS ao Apple Pay.
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A ação coletiva abrange entidades dos EUA que emitiram cartões compatíveis com o Apple Pay e pagaram à Apple taxas por transações realizadas com esses cartões. Os autores estimam que milhares de bancos e cooperativas de crédito se enquadram nessa categoria, além de buscarem o ressarcimento desses valores e mudanças nas práticas contestadas.
Atualmente, os emissores de cartões pagam à Apple 0,15% do valor das compras com cartão de crédito realizadas pelo Apple Pay e meio centavo por cada transação de débito, segundo a ação judicial. Por exemplo, uma compra de US$100 no cartão de crédito feita com o Apple Pay custa ao emissor US$0,15 em taxas.
Contudo, as práticas impostas pela Apple já sofreram alterações desde que as cooperativas de crédito ajuizaram a ação. Com o iOS 18.1, em 2024, a Maçã passou a permitir que aplicativos de terceiros elegíveis processem pagamentos por aproximação no iPhone sem usar o Apple Pay, além de permitir que usuários definam um app padrão — que não o app Carteira (Wallet) — para transações por aproximação.