De acordo com o Nikkei Asia, a Apple planeja produzir cerca de 10 milhões de unidades do “iPhone Ultra”, um aumento em comparação às estimativas anteriores, que davam conta de 7 a 8 milhões de unidades.
Ao todo, a Maçã teria reservado cerca de 80 milhões de iPhones para produção durante o segundo semestre de 2026, o que inclui tanto o seu primeiro celular dobrável quanto o “iPhone 18 Pro” e o “iPhone 18 Pro Max”, previstos para chegarem ao mercado a partir de setembro. Os números somados ao restante do ano dão um total de 220 milhões. Projeções da IDC dão conta de que a Apple visa produzir até 240 milhões de iPhones ao longo de todo o ano.
O poder de barganha da Maçã teria a colocado em uma posição de vantagem na hora de adquirir chips e componentes em relação a concorrentes chinesas como Xiaomi, OPPO ou vivo, que reduziram suas metas anuais de produção devido à crise de memória que afeta toda a indústria da tecnologia.
Alguns fornecedores ainda teriam sido informados de uma reserva de 85 milhões para o período, incluindo componentes originalmente pensados para o iPhone 17 que poderão ser reaproveitados no “iPhone 18”, o qual só deverá chegar ao mercado no início do ano que vem.
Demanda maior por painéis dobráveis
Um relatório divulgado hoje pela Counterpoint Research projetou que o envio de painéis de display dobráveis para smartphones poderá aumentar 24% na volumetria de produção, enquanto a receita deve crescer cerca de 48% na comparação ano a ano.
O analista sênior Enze Qi, no entanto, não atribui essa projeção exclusivamente à Apple:
O formato dobrável “em livro” [fold] deixou de ser um form factor secundário para se tornar o principal, passando de uma ampla paridade com os modelos em concha [flip] em 2025 para uma liderança clara em 2026, à medida que o segmento de dobráveis em concha perde força. O crescimento dos dobráveis em livro não depende exclusivamente da Apple; ele também é impulsionado por casos de uso voltados à produtividade, experiências proporcionadas por telas maiores e maior rentabilidade.
Segundo o relatório, quem assume a liderança de fornecimento do setor é a BOE, com 45% dos envios realizados durante o período mensurado, seguida pela Samsung Display (22%), pela Visionox (16%), pela TCL CSOT (13%) e pela Tianma (4%) — um crescimento de 578% na comparação ano a ano!

A Samsung Display deverá ser a fornecedora da tela do “iPhone Ultra”, que deverá ser anunciado em setembro e lançado separadamente segundo os rumores — tal como aconteceu no lançamento do iPhone 8 e do iPhone X, em 2017.