O Wall Street Journal publicou, durante o último fim de semana, um extenso comparativo entre os principais wearables do mercado — e o Apple Watch saiu bem.
A colunista Nicole Nguyen testou, simultaneamente, o Apple Watch Series 11, o Oura Ring 5, o Fitbit Air e o Whoop MG. O teste durou três semanas e incluiu até uma noite no Centro de Medicina do Sono da Stanford Health Care, onde Nguyen fez um estudo clínico oficial do sono para servir como referência comparativa.
Our columnist tests out the latest fitness trackers for your wrist, finger and elsewhere, with a focus on sleep monitoring and heart-rate accuracy. https://t.co/RRbKRU5DHA
— The Wall Street Journal (@WSJ) June 7, 2026
Monitoramento do sono
No estudo clínico, eletrodos mediram ondas cerebrais, movimento ocular, atividade muscular e outros indicadores para determinar os estágios do sono com precisão. Os wearables, que inferem esses estágios a partir da frequência cardíaca e do movimento, foram então comparados com esses resultados.
O Apple Watch foi o mais preciso: registrou exatamente a mesma duração do sono (6 horas e 52 minutos) e teve o estágio de sono mais alinhado com os dados do laboratório. O Fitbit Air ficou em segundo lugar, seguido pelo Oura. O Whoop MG ficou em desvantagem por ter confundido a leitura noturna da colunista com sono leve.
Todos os dispositivos, porém, superestimaram o sono profundo — o estágio mais difícil de identificar sem leitura de ondas cerebrais. Enquanto o estudo clínico registrou apenas 28 minutos nessa fase, cada aparelho indicou mais de uma hora.
Frequência cardíaca durante exercícios
Durante um treino em bicicleta ergométrica, todos os dispositivos apresentaram leituras confiáveis em comparação com uma cinta torácica — considerada padrão ouro para esse tipo de medição. Mas o cenário mudou em atividades com mais movimento das mãos, como um passeio de bicicleta ao ar livre em terreno irregular e uma caminhada empurrando um carrinho de bebê: nessas situações, apenas o Apple Watch manteve precisão consistente.
O Whoop MG conseguiu acompanhar o Apple Watch, mas somente quando o sensor estava posicionado no bíceps. O Fitbit Air e o Oura apresentaram falhas em atividades de maior intensidade.
Apps e dados
O app Saúde (Health) do Apple Watch é o mais simples da comparação, mas tem um diferencial importante: é criptografado de ponta a ponta, sem acesso nem pela própria Maçã. O Google Health, do Fitbit, é o mais amigável e oferece planos de condicionamento gerados por IA com assinatura — embora a IA tenha mostrado certa tendência a repetir os mesmos contextos pessoais nos insights.
Oura e Whoop foram os apps favoritos da colunista, empatados. O Whoop tem uma interface densa em dados e foco em desempenho físico. O Oura é mais calmo e voltado para recuperação — e chegou a sinalizar sinais de sobrecarga em um dia em que os outros dispositivos indicavam condição “ideal” para treino. Horas depois, Nguyen começou a sentir os primeiros sintomas de um resfriado.
Custo e conclusão
O Apple Watch se destaca por entregar dados completos sem exigir assinatura. O Oura cobra US$6 por mês, e suspender a assinatura bloqueia o acesso ao histórico biométrico detalhado. O Whoop não tem custo de hardware, mas a assinatura obrigatória começa em US$200 por ano — sem contar os acessórios opcionais.
A conclusão da colunista: depois de 15 anos monitorando sua saúde, ela continua preferindo a combinação de Apple Watch + Oura Ring como setup ideal.
Apple Watch Series 11
Material: alumínio ou titânio
Cores: cinza-espacial, prateado, ouro rosa, preto brilhante, natural, dourado ou ardósia
Tamanho: 42mm ou 46mm
Conectividade: GPS ou GPS + Cellular
Pulseiras: esportiva ou estilo milanês
R$ 4.199,00
R$ 5.499,00
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