De acordo com a Reuters, a Broadcom anunciou hoje que a sua parceria com a Apple continuará até pelo menos 2031.
Fornecedora de chips de radiofrequência utilizados para a conectividade de redes celulares, Wi-Fi e Bluetooth, a Broadcom depende da Apple para cerca de 20% da sua receita anual, de acordo com analistas.
A decisão reflete a estratégia da Maçã de consolidar os seus fornecedores na cadeia de suprimentos em acordos de longo prazo com fabricantes estratégicos para aumentar a sua autonomia diante da crise de memória, segundo especialistas.
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Embora a Apple venha adotando cada vez mais soluções próprias nos principais componentes fornecidos pela Broadcom (a exemplo dos modems C1 e C1X), ela ainda depende dos chips de conectividade da empresa para outros semicondutores de rede utilizados em todo o seu ecossistema.
O CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. da empresa de pesquisa em tecnologia Futurum Group, Daniel Newman, comentou o que a continuidade da parceria significa para a Broadcom:
Para a Broadcom, trata-se de uma receita garantida por cinco anos proveniente do cliente mais exigente do mundo, somada ao crescimento da demanda por XPUs entre os hyperscalers. A Broadcom sai ganhando independentemente de como evoluir o ciclo da inteligência artificial.
Em 2023, vale recordar, as duas empresas firmaram um acordo multibilionário com foco na fabricação e o desenvolvimento de componentes relacionados ao 5G em centros de fabricação americanos.
Após o anúncio da prolongação da parceria com a Apple, as ações da Broadcom [$AVGO] subiram mais de 4%.
Notas de rodapé
- 1Chief executive officer, ou diretor executivo.