Há pouco mais de um mês no cargo, o CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. da Apple, John Ternus, segue sob os holofotes da mídia tradicional e especializada.
Desta vez, o executivo apareceu na capa da revista TIME, que anunciou a edição de 2026 da sua tradicional lista de melhores invenções do ano.
Apple’s new CEO, John Ternus, is on the cover of TIME’s 2026 Best Inventions issue. We spoke to him about Duo: Apple’s long-awaited foldable phone. Plus: his company’s approach to geopolitical tensions and supply chains, child safety, and AI https://t.co/OCsHLk0d8k pic.twitter.com/qhY0WWHLXF
— TIME (@TIME) October 15, 2026
Embora a lista em si só será liberada em 26 de outubro, a revista já tratou de divulgar uma entrevista com o executivo, que cobriu desde temas como o iPhone Duo até inteligência artificial.
Como sabemos, a Apple só está entrando no mundo dos dobráveis agora, quase dez anos após rivais como a Samsung. Isso, no entanto, não quer dizer que a Maçã não tem pensado nesse conceito há muito tempo, com o próprio CEO tendo assinado uma patente em 2011 junto de outros cinco engenheiros envolvendo dobráveis, como lembrado pela TIME: “Ficou claro [ainda naquela época] que, com o tempo, chegaríamos a um ponto em que as telas OLED 2Organic light-emitting diode, ou diodo emissor de luz orgânico. seriam flexíveis”, comentou o executivo.
Ternus voltou a dar a entender que a demora da Apple para anunciar o iPhone Duo tem a ver com o estado dos dobráveis nos seus primeiros anos de vida, o que não teria o agradado nem um pouco. “Os outros exemplos que existiam por aí pareciam meio baratos e de má qualidade”, disse.
A entrevista também contou com a participação de Richard Dinh, chefe de design de produto da Apple. Segundo ele, Ternus incentivou suas equipes a buscarem soluções que resultasse em um produto mais encorpado e com menos cara de protótipo — algo que resultou, entre outras coisas, na tela nano-texture do iPhone Duo:
E ele disse: “Olha, Rich, você vai saber quando for a coisa certa”. Isso nos deu a confiança necessária para realmente expandir os limites da inovação e da fabricação, viajar pelo mundo para conectar nossos fornecedores e desenvolver a tela nano-texture.
Outro produto que recebeu uma certa atenção foi a Apple Intelligence — que, como sabemos, é parcialmente baseada nas tecnologias do Gemini, chatbot de inteligência artificial do Google. Ao ser questionado se não teme a concorrência nesse campo e se a Apple não deveria desenvolver uma ferramenta de IA equivalente, Ternus rechaçou:
Não temos, de fato, o objetivo de transformar absolutamente tudo em um produto. Nós desenvolvemos os elementos nos quais realmente conseguimos trazer diferenciação.
Não dá para fazer tudo. Por isso, tentamos nos limitar ao que é mais importante — e, então, concentramos todos os nossos esforços nessas coisas.
Outro executivo que compartilhou algumas palavras com a TIME foi Greg Joswiak, chefe de marketing da Apple. Segundo ele, a empresa desenvolve recursos de IA focados mais no usuário comum, e não em entusiastas como outras companhias:
Nós os adoramos [os entusiastas], e eles também podem usá-los, mas esse não é o nosso público-alvo. A questão é como torná-los melhores para as pessoas comuns.
Ainda segundo Joz, o ecossistema da Apple é um do seus maiores trunfos diante da concorrência, inclusive no mercado de IA:
O fato de conseguirmos realizar esse nível de integração significa que podemos criar uma experiência superior à de qualquer outro.
A entrevista completa, conduzida por Andrew R. Chow, pode ser conferida nessa página.
Notas de rodapé
- 1Chief executive officer, ou diretor executivo.
- 2Organic light-emitting diode, ou diodo emissor de luz orgânico.