Capa da TIME, John Ternus fala sobre iPhone Duo e Apple Intelligence em entrevista

Capa da TIME, John Ternus fala sobre iPhone Duo e Apple Intelligence em entrevista

Há pouco mais de um mês no cargo, o CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. da Apple, , segue sob os holofotes da mídia tradicional e especializada.

Desta vez, o executivo apareceu na capa da revista TIME, que anunciou a edição de 2026 da sua tradicional lista de melhores invenções do ano.

Embora a lista em si só será liberada em 26 de outubro, a revista já tratou de divulgar uma entrevista com o executivo, que cobriu desde temas como o até inteligência artificial.

Como sabemos, a Apple só está entrando no mundo dos dobráveis agora, quase dez anos após rivais como a . Isso, no entanto, não quer dizer que a Maçã não tem pensado nesse conceito há muito tempo, com o próprio CEO tendo assinado uma patente em 2011 junto de outros cinco engenheiros envolvendo dobráveis, como lembrado pela TIME: “Ficou claro [ainda naquela época] que, com o tempo, chegaríamos a um ponto em que as telas OLED 2Organic light-emitting diode, ou diodo emissor de luz orgânico. seriam flexíveis”, comentou o executivo.

Ternus voltou a dar a entender que a demora da Apple para anunciar o iPhone Duo tem a ver com o estado dos dobráveis nos seus primeiros anos de vida, o que não teria o agradado nem um pouco. “Os outros exemplos que existiam por aí pareciam meio baratos e de má qualidade”, disse.

A entrevista também contou com a participação de , chefe de design de produto da Apple. Segundo ele, Ternus incentivou suas equipes a buscarem soluções que resultasse em um produto mais encorpado e com menos cara de protótipo — algo que resultou, entre outras coisas, na tela nano-texture do iPhone Duo:

E ele disse: “Olha, Rich, você vai saber quando for a coisa certa”. Isso nos deu a confiança necessária para realmente expandir os limites da inovação e da fabricação, viajar pelo mundo para conectar nossos fornecedores e desenvolver a tela nano-texture.

Outro produto que recebeu uma certa atenção foi a — que, como sabemos, é parcialmente baseada nas tecnologias do , chatbot de inteligência artificial do . Ao ser questionado se não teme a concorrência nesse campo e se a Apple não deveria desenvolver uma ferramenta de IA equivalente, Ternus rechaçou:

Não temos, de fato, o objetivo de transformar absolutamente tudo em um produto. Nós desenvolvemos os elementos nos quais realmente conseguimos trazer diferenciação.

Não dá para fazer tudo. Por isso, tentamos nos limitar ao que é mais importante — e, então, concentramos todos os nossos esforços nessas coisas.

Outro executivo que compartilhou algumas palavras com a TIME foi , chefe de marketing da Apple. Segundo ele, a empresa desenvolve recursos de IA focados mais no usuário comum, e não em entusiastas como outras companhias:

Nós os adoramos [os entusiastas], e eles também podem usá-los, mas esse não é o nosso público-alvo. A questão é como torná-los melhores para as pessoas comuns.

Ainda segundo Joz, o ecossistema da Apple é um do seus maiores trunfos diante da concorrência, inclusive no mercado de IA:

O fato de conseguirmos realizar esse nível de integração significa que podemos criar uma experiência superior à de qualquer outro.

A entrevista completa, conduzida por Andrew R. Chow, pode ser conferida nessa página.

Notas de rodapé

  • 1Chief executive officer, ou diretor executivo.
  • 2Organic light-emitting diode, ou diodo emissor de luz orgânico.