Chefe do Apple Music discute Bad Bunny no Super Bowl, fraudes no streaming e mais

Chefe do Apple Music discute Bad Bunny no Super Bowl, fraudes no streaming e mais

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, o chefe do Apple Music, Oliver Schusser, comentou as penalidades aplicadas pelo streaming a provedores que praticam fraudes relacionadas à quantidade de streams, bem como a escolha de Bad Bunny para ser a atração do Apple Music Super Bowl LX Halftime Show.

Também supervisor do departamento de esportes da Maçã, ele afirmou que, embora a taxa de streams fraudulentos seja menor do que 0,5%, a plataforma já desmonetizou cerca de 2 bilhões de reproduções reconhecidas como fraudulentas em 2025.

Isso é um jogo de soma zero. Eu gostaria de viver em um mundo onde nós tivéssemos zero fraude na plataforma, e isso vem sendo uma ferramenta muito eficaz. Aumentar as penalidades tira dinheiro de quem trapaceia e coloca de volta ao sistema para quem não o faz.

Schusser também falou sobre o uso de inteligência artificial no Apple Music, avaliando-o não só dentre os recursos do app, mas sobre a própria elaboração artística após o advento da IA:

Bem, antes de tudo, vamos começar pela IA como software. Alguns recursos, como o AutoMix, só são possíveis por causa da IA. Nós continuaremos a usar IA para aprimorar os nossos produtos e criar recursos maravilhosos para os nossos consumidores.

Mas, na indústria musical, eu acho que temos muito trabalho para definir sobre a IA. O que é composição? O que é fazer música? São só os vocais? Eu encorajaria as gravadoras a se reunirem para definirem o que as percepções e políticas da indústria deveriam ser. O que nós estamos fazendo é desenvolver tecnologia interna para entender a música e auxiliar na experiência de escuta.

Sobre o Super Bowl — e vale notar que a entrevista ocorreu antes do evento —, o executivo comentou a escolha do rapper porto-riquenho para o show de intervalo, patrocinado pelo Apple Music desde 2023:

Nós vemos o Super Bowl como uma extensão do que nós fazemos com os artistas. Nós queremos estar lá em apoio a eles, e nesse caso, no maior palco que eles já estiveram. Nosso objetivo, quando começamos a parceria com a NFL e a Roc Nation, foi ajudar a melhorar o show de intervalo, tornando-o maior e mais global. Nós obviamente tivemos recordes nos últimos anos, e o interesse por Bad Bunny desde quando anunciamos [o cantor como atração do intervalo] em setembro foi excepcional.

Olhando para os últimos quatro anos, eu acho que nós coletivamente fizemos barulho entre a Rihanna, depois o Usher era maior que a Rihanna, depois o Kendrick Lamar. Eu acho que nós tivemos um verdadeiro Zeitgeist ano passado depois das vitórias no Grammy. Bad Bunny globalmente é excelente. Se houve algo em que os últimos dois anos ainda tinham margem de crescimento, foi fora dos Estados Unidos. Agora estamos tendo um artista que é um fenômeno na América Latina, Europa e assim por diante.

Fórmula 1 e MLB

Já sobre a inclusão da Fórmula 1 e da Major League Baseball (MLB) nos serviços da Apple nos Estados Unidos, Schusser não deixou de compartilhar o seu entusiasmo:

Estamos super animados. Temos marcado presença nesses eventos e estamos intensificando nossa produção. Faremos um grande esforço de divulgação algumas semanas antes da corrida. “F1 — O Filme” foi o maior filme que já produzimos.

Posso simplificar: o Friday Night Baseball está voltando para o Apple TV no início da temporada, e estamos animados em continuar trabalhando com a MLB. Tem sido ótimo, eles têm sido grandes parceiros, e nossos assinantes do Apple TV estão adorando.

A entrevista completa pode ser conferida aqui.

O Apple Music conta com um catálogo de mais de 100 milhões de músicas e 30 mil playlists — muitas delas com suporte a Áudio Espacial (Dolby Atmos) e em altíssima definição, com áudio Lossless. Para quem ama música clássica, há um app dedicado com mais de 5 milhões de faixas, tudo em uma interface simplificada! No Brasil, são três tipos de assinatura: Universitária (R$11,90/mês), Individual (R$21,90/mês) e Familiar (R$34,90/mês). Caso você não seja um assinante, pode testar o serviço de forma gratuita por um mês. Ele também faz parte do pacote de assinaturas da empresa, o Apple One.

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