Em entrevista ao programa “Sunday Morning” da rede CBS News, o CEO 1 da Apple, Tim Cook, fez um balanço dos 50 anos da Maçã, efeméride que será celebrada no próximo 1º de abril.
Mais precisamente, o executivo comentou sobre sua relação profissional com o ex-CEO e cofundador Steve Jobs — da sua contratação até os conselhos que recebeu sobre a sucessão do cargo —, o momento que a empresa atravessa com a inteligência artificial (IA), bem como quais valores permeiam essa primeira metade de século.
A entrevista completa, conduzida pelo jornalista David Pogue, está também disponível em vídeo:
Here's my "@CBSSunday Morning" story about Apple's first 50 years.. https://t.co/yJ2ValcC3u
— David Pogue (@Pogue) March 8, 2026
And my full, unedited interview with CEO Tim Cook. https://t.co/Z6rqu7gAqz
E aqui está minha entrevista completa, sem cortes, com o CEO Tim Cook.
Steve Jobs

Quando convidado a comentar sobre o período em que a Apple foi liderada por John Sculley (sem a presença de Jobs na companhia por cerca de 11 anos), Cook disse:
Foi sombrio, para ser honesto. A empresa possuía pouquíssimo dinheiro, e nós tínhamos perdido nosso rumo.
Cook, vale lembrar, tornou-se vice-presidente sênior de operações mundiais da Apple em 1998, nomeado por Jobs após sua volta. O atual CEO comentou a experiência de ser liderado pelo cofundador:
Eu vi em Steve algo que eu nunca tinha visto antes em um CEO. Ele é o tipo de pessoa que surge uma vez a cada mil anos.
Cook também rememorou o momento em que foi convidado por Jobs para suceder a direção executiva da Apple:
Ele me chamou para sua casa e o seu conselho pra mim foi: “Nunca pergunte o que eu faria, só faça a coisa certa.” E eu nunca vou me esquecer disso.
Desafios e o que fica
A reportagem ainda deu conta de cobrir os dilemas que a Maçã enfrenta no momento, como os problemas de manufatura ou a dificuldade com uma empreitada proprietária de IA. Cook comentou:
Ideias sobre construir algo excelente estavam ali nos primeiros dias; então, você diz não para milhares de coisas e diz sim para a única que é realmente importante. E então, quando você faz alguma coisa, você deve fazer com um nível de excelência em que o bom não é bom o suficiente.
Questionado sobre o legado da Maçã ao longo desses 50 anos, ele afirmou:
É a soma do que todo mundo fez com os produtos que nós criamos. São os artistas, os músicos, as pessoas cotidianas que fizeram coisas incríveis para mudar o mundo. E esse é o motivo que nós estamos ansiosos para os próximos 50 e para os próximos 100.
A versão estendida da entrevista pode ser conferida no YouTube.