Às vésperas do lançamento dos iPhones 18 Pro, a Apple Fifth Avenue, icônica loja em Nova York, foi alvo de um protesto encabeçado pela Heat Initiative, uma organização de defesa da segurança infantil, que cobra empresas de tecnologia sobre medidas contra a proliferação de material de abuso sexual infantil.
Quem frequentou os arredores da loja algumas horas antes da abertura para a estreia dos novos iPhones viu vans com telas acopladas em suas laterais, exibindo afirmações como “a Apple é movida pelo abuso sexual infantil”, demandando medidas ao CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. John Ternus:
I’m here at Apple Fifth Avenue for the iPhone 18 Pro launch!
— 𝓑𝓸𝓷𝓮𝓼 (@limpless_skelly) September 18, 2026
It’s also 4 AM… please send help 💀 pic.twitter.com/71dKRZroMt
Também são 4 horas da manhã… por favor, mande ajuda 💀
No site dedicado à causa, a organização solicita três ações da Apple:
- A criação de ferramentas de denúncia para crianças e responsáveis no app Mensagens (iMessage) para imagens inapropriadas e situações nocivas;
- Assegurar que somente aplicativos seguros e apropriados em termos etários estejam disponíveis e sejam ofertados para crianças;
- Cessar o armazenamento de imagens e vídeos já mapeados de abuso sexual infantil no iCloud.
A CEO da Heat Initiative, Sarah Gardner, aliás, foi bastante vocal quanto a suas divergências sobre o fim da análise de fotos para combater a disseminação de pornografia infantil, recurso criticado à época pela nebulosidade sobre questões de privacidade dos usuários.
De todo o modo, o lançamento dos novos iPhones seguiu de maneira inalterada e ocorreu sem grandes transtornos, contando ainda com a presença de Ternus.
Greves nas Apple Stores da Itália
Se nos Estados Unidos, as polêmicas não foram capazes de imobilizar a operação do lançamento, na Itália a coisa foi diferente (assim como as motivações, que divergem): funcionários de Apple Stores entraram em greve no país nesta sexta-feira, afetando mais de 17 lojas em toda a Itália, totalizando cerca de 1.600 funcionários.
Sciopero dei lavoratori Apple Retail a Milano proprio nel giorno del debutto dei nuovi dispositivi. La protesta, proclamata da Cgil, Cisl e Uil, è in corso davanti allo store di piazza Liberty.
— La Sicilia (@lasicilia) September 18, 2026
Al centro della mobilitazione la richiesta di nuove assunzioni stabili, la… pic.twitter.com/WrfQ9uKq6E
No centro da mobilização, a reivindicação de novas contratações estáveis, a estabilização de parte dos contratos a termo e mais horas para os trabalhadores de meio período.
Em um comunicado fornecido à Reuters, um porta-voz da Apple afirmou que a iniciativa encabeçada pelos sindicatos Filcams CGIL, Fisascat CISL e Uiltucs e que isso não afetará o funcionamento das lojas durante os lançamentos dos novos produtos:
Nossas lojas físicas e online estão abertas hoje, e estamos animados para receber nossos clientes como de costume.
O representante sindical da Filcams CGIL, Nicholas Pezze, comentou as greves:
Para a Apple, como empresa, a imagem é muito importante. […] Como sindicatos, pensamos que este seria o dia certo para realizar uma manifestação dos trabalhadores que representamos.
Os trabalhadores e sindicatos demandam uma estrutura mais consistente para os dias de grandes lançamentos, considerando a carga de trabalho adicional acarretada aos funcionários, o que inclui a contratação de mais funcionários, a efetivação de quem foi contratado temporariamente e a possibilidade dos funcionários em regime de meio período trabalharem horas adicionais.
Em resposta, o porta-voz da Apple tripudiou os benefícios e a remuneração ofertadas aos seus empregados, destacando direitos cobertura médica, odontológica e oftalmológica privada, além de seu programa de apoio à saúde mental e ao bem-estar.
Notas de rodapé
- 1Chief executive officer, ou diretor executivo.