Em dia de lançamentos, Apple enfrenta protestos na loja da Quinta Avenida (em NYC) e greves na Itália

Em dia de lançamentos, Apple enfrenta protestos na loja da Quinta Avenida (em NYC) e greves na Itália

Às vésperas do lançamento dos , a , icônica loja em Nova York, foi alvo de um protesto encabeçado pela uma organização de defesa da segurança infantil, que cobra empresas de tecnologia sobre medidas contra a proliferação de material de abuso sexual infantil.

Quem frequentou os arredores da loja algumas horas antes da abertura para a estreia dos novos iPhones viu vans com telas acopladas em suas laterais, exibindo afirmações como “a Apple é movida pelo abuso sexual infantil”, demandando medidas ao CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. :

Estou aqui na Apple Fifth Avenue para o lançamento do iPhone 18 Pro!

Também são 4 horas da manhã… por favor, mande ajuda 💀

No site dedicado à causa, a organização solicita três ações da Apple:

  • A criação de ferramentas de denúncia para crianças e responsáveis no app Mensagens (iMessage) para imagens inapropriadas e situações nocivas;
  • Assegurar que somente aplicativos seguros e apropriados em termos etários estejam disponíveis e sejam ofertados para crianças;
  • Cessar o armazenamento de imagens e vídeos já mapeados de abuso sexual infantil no iCloud.

A CEO da Heat Initiative, Sarah Gardner, aliás, foi bastante vocal quanto a suas divergências sobre o fim da análise de fotos para combater a disseminação de pornografia infantil, recurso criticado à época pela nebulosidade sobre questões de privacidade dos usuários.

De todo o modo, o lançamento dos novos iPhones seguiu de maneira inalterada e ocorreu sem grandes transtornos, contando ainda com a presença de Ternus.

Greves nas Apple Stores da Itália

Se nos Estados Unidos, as polêmicas não foram capazes de imobilizar a operação do lançamento, na Itália a coisa foi diferente (assim como as motivações, que divergem): funcionários de Apple Stores entraram em greve no país nesta sexta-feira, afetando mais de 17 lojas em toda a Itália, totalizando cerca de 1.600 funcionários.

Greve dos trabalhadores da Apple Retail em Milão justamente no dia do lançamento dos novos dispositivos. O protesto, proclamado pela Cgil, Cisl e Uil, está em curso em frente à loja de piazza Liberty.
No centro da mobilização, a reivindicação de novas contratações estáveis, a estabilização de parte dos contratos a termo e mais horas para os trabalhadores de meio período.

Em um comunicado fornecido à Reuters, um porta-voz da Apple afirmou que a iniciativa encabeçada pelos sindicatos Filcams CGIL, Fisascat CISL e Uiltucs e que isso não afetará o funcionamento das lojas durante os lançamentos dos novos produtos:

Nossas lojas físicas e online estão abertas hoje, e estamos animados para receber nossos clientes como de costume.

O representante sindical da Filcams CGIL, Nicholas Pezze, comentou as greves:

Para a Apple, como empresa, a imagem é muito importante. […] Como sindicatos, pensamos que este seria o dia certo para realizar uma manifestação dos trabalhadores que representamos.

Os trabalhadores e sindicatos demandam uma estrutura mais consistente para os dias de grandes lançamentos, considerando a carga de trabalho adicional acarretada aos funcionários, o que inclui a contratação de mais funcionários, a efetivação de quem foi contratado temporariamente e a possibilidade dos funcionários em regime de meio período trabalharem horas adicionais.

Em resposta, o porta-voz da Apple tripudiou os benefícios e a remuneração ofertadas aos seus empregados, destacando direitos cobertura médica, odontológica e oftalmológica privada, além de seu programa de apoio à saúde mental e ao bem-estar.

via Apple World Today [1, 2]

Notas de rodapé

  • 1Chief executive officer, ou diretor executivo.