O chefe de engenharia de hardware da Apple, John Ternus, e o chefe de marketing mundial da companhia, Greg Joswiak, concederam recentemente uma entrevista conjunta ao Tom’s Guide na qual falaram um pouco mais, entre outras coisas, sobre o aniversário de 50 anos da Apple, o MacBook Neo e os planos da Maçã para o mercado de óculos inteligentes.
O trecho mais interessante dessa conversa com certeza tem a ver com esse último tema, já que, ao ser indagado sobre a possibilidade de vermos um “Apple Glass” chegar ao mercado, Joz deu a entender que provavelmente veremos algo nessa pegada em algum momento, embora não tenha confirmado nada:
O Vision Pro abordou o futuro para nos mostrar como o mundo digital e o mundo físico poderiam ser combinados… não posso dar um cronograma
para quando o espacial se tornará algo diferente, mas é inevitável. A união dos mundos digital e físico.
Rumores recentes, vale lembrar, dão conta de que os primeiros óculos inteligentes da Apple serão lançados em 2027 e concorrerão diretamente com os modelos da linha Ray-Ban Meta.
Ao comentar sobre o lançamento do MacBook Neo, Ternus voltou a falar sobre como a Maçã focou em desenvolver um laptop com um alto valor, mas com um preço mais baixo — estratégia que difere da maioria das fabricantes concorrentes, que costumam se preocupar apenas em cortar custos. “Os produtos neste segmento com os quais o Neo compete são de plástico. Você pode literalmente dobrá-los”, comentou.
A adoção do sufixo Neo, inédito para a Apple, também foi alvo de discussão — e, de acordo com Joswiak, essa foi uma manobra para conferir uma identidade própria ao laptop:
Olha, você poderia até argumentar que deveríamos chamá-lo simplesmente de MacBook. Mas fazer isso o deixaria sem identidade. Então, queríamos dar a ele uma identidade, algo curto e conciso, algo que combinasse com Air e Pro, mas que também transmitisse sua novidade. E Neo significa literalmente reinvenção. E esta é a reinvenção de um laptop de baixo custo e alto valor.
Os dois encerraram a conversa falando sobre a trajetória da empresa nos últimos 50 anos, que nem sempre foi feita de sucessos. Um produto que exemplifica isso, segundo Ternus, é o Apple Maps:
Quando começamos com o Apple Maps, era um projeto ambicioso. Foi cheio de percalços. Mas a equipe foi persistindo e persistindo ao longo dos anos. E o Apple Maps hoje é absolutamente incrível. Se você tem visão, é persistente e continua trabalhando nisso, pode pegar algo que teve um começo difícil e transformá-lo em algo grandioso.
A entrevista completa, que também toca em assuntos como o estado atual da Apple Intelligence e a cada vez mais fina linha que separa os Macs dos iPads, pode ser conferida aqui.
MacBook Neo
Cores: prateado, blush, amarelo-cítrico ou índigo
Armazenamento: 256GB ou 512GB (com Touch ID)
R$ 7.299,00
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via 9to5Mac