Segundo informações do G1 [1 e 2], a operação da Polícia Federal de ontem que culminou com a prisão dos funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo foi resultado de uma investigação que teve início graças a um backup no iCloud, o serviço de armazenamento na nuvem da Apple.
De acordo com o site, o ponto de partida foi uma operação anterior deflagrada em 2025. A partir dela, a polícia obteve os arquivos do contador Rodrigo Paula Morgado que revelaram a existência uma organização criminosa dedicada à lavagem de dinheiro em larga escala.
Segundo investigadores, o material armazenado na nuvem permitiu cruzar extratos, comprovantes, conversas, registros societários, contratos, procurações e documentos financeiros.
Com isso, o iCloud virou uma espécie de “mapa” para desvendar a organização criminosa. Isso foi possível porque “Rodrigo depositava grande confiança na segurança digital do iCloud” — que acabou sendo a porta de entrada para a PF mergulhar no crime.
Como Morgado é apontado como peça-chave do grupo — alguém que articulava transferências bancárias e auxiliava na proteção patrimonial de MC Ryan SP e fazia repasses em nome de terceiros — foi fácil chegar até o funkeiro com base em todos os arquivos encontrados.
Posts relacionados
- Hackers contratados atacaram iPhones de jornalistas e outros alvos no Oriente Médio
- Comparativo: iCloud vs. Google Drive vs. OneDrive vs. Dropbox
- Estado americano processa a Apple por não barrar conteúdos de abuso infantil
Para a nova operação, inclusive, a justiça autorizou novas apreensões de dados armazenados não somente no iCloud como também no Google Drive, em smartphones, discos de armazenamento e laptops, que poderão ser acessados de imediato durante as buscas.
O site não especificou como a polícia teve acesso aos dados do iCloud do usuário, mas sabe-se bem que a Apple pode fornecer alguns dados para as autoridades mediante ordem judicial — isso, caso o investigado não tenha ativado a Proteção de Dados Avançada do iCloud.