Na edição mais recente da sua newsletter “Power On”, o jornalista Mark Gurman (da Bloomberg) compartilhou algumas das impressões de quem teve a oportunidade de testar o “iPhone Ultra” e, para ele, a estreia da Apple no segmento dos celulares com tela dobrável marcará o retorno à fase “mágica” da Maçã.
O “Ultra” foi elogiado por sua portabilidade e, especialmente, pela sensação de durabilidade em relação ao seu mecanismo de dobradiça (uma das fragilidades do segmento até pouco tempo atrás).
O frescor e a sensação de ineditismo, na avaliação de Gurman, são comparáveis ao lançamento dos primeiros iPhone e MacBook Air, bem como às duas primeiras gerações do iPad, dos iPhones 4 e 5, e do primeiro Apple Watch.
Power On: Apple is about to bring some of its product magic back with its first foldable iPhone – Why I’m excited, what people who’ve used it think, what it means for Apple in China and how it stacks up. https://t.co/Y4pBJA9NOa
— Mark Gurman (@markgurman) August 23, 2026
O jornalista avaliou que o fato de o Galaxy Z Fold8 ter sido lançado com um formato semelhante ao suposto aparelho da Apple é uma prova do sucesso do projeto da Maçã, que já moldou o mercado antes mesmo do seu lançamento.
Seguindo essa mesma lógica, não é difícil de imaginar que, com a chegada da Apple a esse mercado, as demais fabricantes (como o Google, a Samsung ou a HUAWEI) também se beneficiem do frenesi gerado pelo novo iPhone.

Quem já teve a oportunidade de testar o “iPhone Ultra” destacou o aparelho para os cenários de produtividade e lazer, como a reprodução de vídeos ou a execução de jogos, e também para visualizar registros fotográficos, mesmo sem uma lente teleobjetiva.
Essa ausência na avaliação de Gurman é um dos tantos trade-offs que podem ser difíceis de justificar pela faixa de preço estabelecida para o dobrável — algo acima dos US$2.000, segundo os rumores —, que também sofre com a ausência do Face ID. O retorno da biometria digital com o Touch ID, porém, apoia-se especialmente na indiferença de certos usuários quanto à utilização desse método em outros aparelhos do ecossistema da Apple, como Macs e iPads.
Outro desafio destacado pela reportagem de Gurman é a disputa de espaço no mercado chinês: se, em escala global, os dobráveis representaram míseros 1,6% dos envios de smartphones em 2025, a China abocanhou mais da metade da demanda mundial por essa subcategoria de smartphones, com mais de 10 milhões de unidades vendidas no país.
Por lá, a Apple terá de produzir para o “iPhone Ultra” um status premium e consolidar uma sensação de inventividade em relação ao hardware, disputando esses sentidos com fabricantes nacionais do mercado, como a HUAWEI.