Maioria dos usuários não sabe como os chatbots de IA lidam com suas conversas, mostra pesquisa

Maioria dos usuários não sabe como os chatbots de IA lidam com suas conversas, mostra pesquisa

Uma pesquisa realizada pelo com quase 2.000 americanos adultos revelou que muitos usuários não compreendem totalmente as implicações de privacidade das conversas com chatbots de IA.

Mais precisamente, o levantamento constatou que 53% dos entrevistados não sabiam ou tinham dúvidas se as conversas poderiam ser utilizadas para o treinamento de inteligência artificial. Em contrapartida, apenas 25% sabiam que os registros de chatbots podem ser solicitados judicialmente ou por autoridades policiais.

Ao serem informados sobre como os dados dos chatbots podem ser tratados, 58% disseram sentir-se desconfortáveis ​​com o uso das conversas para treinamento de IA, sendo que 30% descreveram-se como “muito desconfortáveis”. Apenas 14% afirmaram confiar, em grande parte ou totalmente, que as grandes empresas de IA protegeriam seus dados, enquanto 39% relataram não ter confiança alguma.

Pesquisa do DuckDuckGo sobre uso de chatbots de IA
Divulgação/DuckDuckGo

Os resultados da pesquisa indicam que pais e responsáveis ​​parecem particularmente propensos a revelar informações sensíveis a chatbots. Entre os usuários de IA que são pais ou responsáveis ​​com filhos em casa, 43% afirmaram ter revelado à IA algo que nunca haviam compartilhado com médicos, terapeutas, amigos próximos, pais ou filhos. Esse índice caiu para 25% entre os usuários de IA sem filhos em casa.

Pesquisa do DuckDuckGo sobre uso de chatbots de IA
Divulgação/DuckDuckGo

Os entrevistados também foram questionados sobre pontos como: a possibilidade de empregadores acessarem contas corporativas de IA; a visualização de conversas por revisores humanos; as diferenças nos controles de privacidade entre provedores; a utilização de conversas em processos judiciais; e as diferentes políticas de tratamento de dados entre contas gratuitas e pagas. No geral, 43% desconheciam todas as seis práticas analisadas na pesquisa.

Esses dados são particularmente relevantes considerando que os comandos enviados a chatbots podem conter muito mais contexto pessoal do que as consultas de pesquisa convencionais, incluindo questões de saúde, relacionamentos, assuntos profissionais e descrições detalhadas da situação dos usuários.

A pesquisa completa pode ser conferida nessa página.

via 9to5Mac