A conta das disputas de regulamentação da App Store parece enfim ter chegado: de acordo com o Financial Times, a Apple registrou uma queda na receita e na margem de serviços depois da aplicação das medidas antitruste em todo o mundo (incluindo o Brasil).
Em seus documentos, a empresa mencionou que “pode não receber nenhuma comissão” sobre compras realizadas com métodos alternativos de pagamento. Os dados de pesquisadores da Sensor Tower apontam uma queda de até 6% nos gastos dos consumidores americanos da App Store no segundo trimestre, contrastando com o crescimento de 9% nesse mesmo período no ano passado. A Appfigures apresenta dados ainda mais alarmantes: a receita das comissões nos Estados Unidos diminuiu cerca de 18% até o momento neste ano.
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Os US$30,7 bilhões registrados no segundo trimestre (que se encerrou em junho) ficaram abaixo dos US$31,4 bilhões projetados pelos analistas, e a margem bruta da divisão (de 75,6%) também ficou abaixo do que previam os analistas. As ações da Apple despencaram após a divulgação desses resultados, no fim do mês passado.
As decisões ao redor do globo decorrem do processo de anos atrás iniciado pela Epic Games, que questionou o monopólio da App Store na oferta de aplicativos para o iOS. Esse modelo permitia (e, em alguns lugares, ainda permite) que a Apple estabelecesse as suas próprias taxas de comissão, oferecendo na contrapartida um ecossistema claro sobre transações ao consumidor final.
Quando contestada sobre esse modelo, a Apple foi obrigada a abrir o sistema dos iPhones para a instalação de apps provenientes de outras fontes, mas a Maçã tentou estipular uma comissão de até 27% para a venda de conteúdos dentro de aplicativos baixados fora da App Store. Após retaliações judiciais dessa escolha, a Apple optou por propor uma redução dessas comissões.
Convidada a se pronunciar sobre o caso pelo FT, a Apple se recusou a comentar.