Tim Cook foi um dos grandes entusiastas do iPhone dobrável, segundo Bloomberg

Tim Cook foi um dos grandes entusiastas do iPhone dobrável, segundo Bloomberg

Uma nova matéria da Bloomberg revelou alguns detalhes sobre os bastidores do desenvolvimento do , cotado para ser enfim revelado de maneira oficial no próximo evento da Apple, que ocorrerá amanhã.

De acordo com o jornalista Mark Gurman, o desenvolvimento se intensificou em 2020, após uma viagem do então CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. à Ásia.

Esse foi o primeiro contato do executivo com smartphones de tela dobrável, e visitas a países como a China demonstraram a força do segmento no continente — sobretudo com a dominância dos dobráveis da . Esses contatos impulsionaram o desenvolvimento dentro dos times da Apple, que, segundo Gurman, já estudavam essa tecnologia “há alguns anos”.

O formato do dobrável da Apple foi debatido internamente por anos, mas os testes iniciais dariam conta de um que poderia ser expandido para se transformar em um tablet mais tradicional.

Outro ponto levantado pela Bloomberg é o grau de envolvimento de Cook no projeto, algo atípico em relação ao seu perfil de executivo. Isso fez com que o escopo de um iPad dobrável fosse alterado para levar o iPhone em consideração, visando ampliar o público-alvo do dispositivo. Segundo fontes ouvidas pelo jornalista, Cook foi bastante vocal sobre essa mudança.

Além disso, um detalhe mencionado era o desejo de que o “iPhone Ultra” chegasse inicialmente por US$1.999, para evitar a marca dos US$2.000 (em um movimento semelhante aos US$999 cobrados pelo , em 2017), mas a atual crise de memória afetou esses planos.

O formato final do aparelho, por sua vez, poderá aproximar o celular do tamanho de um passaporte quando fechado, enquanto aberto suas proporções remeteriam às do .

Recentemente, discutiu-se em nível interno a possibilidade do aparelho ser lançado por US$2.200, mas as variações de custos e a escassez de memória extrapolaram as metas de custos da Apple. Ademais, algumas variações em termos de armazenamento podem levar o “iPhone Ultra” a custar algo próximo dos US$3.000, uma marca inédita nos iPhones.

As alternativas financeiras cogitadas para o aparelho vingar consideram tanto os descontos oferecidos em planos de parcelamento pelas operadores quanto a aquisição do produto por meio do recém-lançado , o programa de leasing (contrato de aluguel de um aparelho adquirido por uma empresa, que oferecerá a opção de compra ao finalizar o pagamento das parcelas de empréstimo) oficial da empresa nos Estados Unidos.

Mesmo com um preço nada amigável, a diretora sênior de pesquisa da IDC, Nabila Popal, acredita que a empreitada será bem sucedida:

Confie em mim, apesar do preço elevado, o iPhone dobrável será um enorme sucesso. […] Não ficarei surpresa se ele se tornar a [Hèrmes] “Birkin” dos smartphones na China.

Embora o aparelho seja mais limitado em matéria de hardware se comparado aos iPhones — que deverão ser anunciados junto com ele —, a Apple acredita que as novidades desenvolvidas em termos de software para o iOS e o grau de sofisticação acima da média em relação ao restante do segmento tornarão o aparelho um sucesso.

As estimativas dos funcionários da Maçã dão conta de que o “iPhone Ultra” poderá de fato ter todo o seu estoque (estimado entre 7 a 10 milhões de unidades) vendido neste ano. A empresa acredita que a maturidade mercadológica dos dobráveis, somada aos seus próprios esforços, tornarão o “iPhone Ultra” capaz de furar a bolha dos seus entusiastas.

Marcando a estreia do novo CEO, , a apresentação de amanhã poderá demonstrar o que Gurman considera a maior mudança de formato do iPhone nesses quase 20 anos.

Se irá convencer, só amanhã para saber…

Notas de rodapé

  • 1Chief executive officer, ou diretor executivo.