Autor(a) convidado(a)
Gabriel M. Ferri
Jornalista, mestrando em Comunicação Social e pesquisador em questões relacionadas a jogos, precificação e pirataria.
Desde que me entendo por gente, todos os computadores que passaram pela minha casa tinham alguma versão do Windows instalada, do XP até mais recentemente o 11.
Em 2025, ingressei no mestrado carregando um Acer Predator Helios 300 (de 2021) com uma placa de vídeo dedicada (GTX 1660 Ti) e seus 2,4kg (sem contar o carregador), e um iPad (de 9ª geração) com o Smart Keyboard Folio.




No final, o computador começou a ficar pesado demais para carregar todo dia, sem contar a bateria limitada (natural dos notebooks gamers) que me deixava preso a uma tomada. Já o iPad começou a parecer restritivo, tanto no sistema operacional para gerenciamento de arquivos e janelas quanto para edição de textos em formatações específicas (ABNT, APA, Harvard, entre outras).


Tudo isso para dizer que, mesmo sendo um fanboy entusiasta da Apple no meu ciclo social e familiar, Macs cruzaram meu caminho ocasionalmente. Seja durante a faculdade (nos laboratórios de fotografia e edição), quando usava o de uma amiga ou outras pequenas interações como essas. Apesar disso, eu sempre acompanhei notícias, vídeos sobre o sistema e lançamentos de produtos.
Em junho do ano passado, comecei uma bolsa de pesquisa no laboratório do meu orientador, que, além de usar diariamente um MacBook Pro (M1 Pro) de 16 polegadas, havia acabado de adquirir quatro novos MacBooks Air (M4) de 15″, disponíveis para nós, bolsistas — e eu, como entusiasta, acabei me “apossando” de um deles! Assim, comecei a me familiarizar com o macOS, configurei um usuário na minha conta e comecei a fuçar/testar as interações entre os outros dispositivos que eu já possuía.


O iPad como Sidecar, desbloquear o Mac com o Apple Watch, AirDrop, controlar o iPhone pelo computador, entre outros. Mas eu ficava limitado a usar a máquina apenas quando estava no laboratório. Então, utilizando esse Mac como uma espécie de test drive, isso me deu confiança para vender o iPad, juntar um dinheiro que eu já tinha guardado, parte do primeiro depósito como bolsista e investir em um MacBook Air (M4) de 13″ (céu-azul, com 512GB de SSD 1).

Agora, de fato, vamos ao que interessa!
O que eu, como usuário de Windows por mais de 20 anos, tenho achado dessa troca de sistemas operacionais
À primeira vista, não é tão diferente. Os trabalhos são realizados primariamente dentro do navegador em vez de em alguma plataforma específica. Porém, vou separar aqui o que achei positivo e negativo nessa transição.
O que eu gostei
Positivamente, posso começar citando algo que já foi dito aqui antes: a integração entre produtos.
Por um lado, é muito bom ter todos os produtos da sua vida digital trabalhando juntos; notificações aparecem na Mesa (Desktop), não importa o dispositivo de origem; os modos de foco acompanham, então se eu estou tentando trabalhar e coloco no Não Perturbe, todos os dispositivos já entram no mesmo modo; fotos e vídeos tirados com o iPhone aparecem em minutos na biblioteca do Mac pela sincronização do iCloud, ou em segundos usando o AirDrop.
Outro ponto positivo é a facilidade de instalar aplicativos mobile no computador (tenho o aplicativo da faculdade instalado no Mac e já utilizei o código de barras na carteirinha virtual para retirar equipamentos no setor audiovisual).
A bateria, atualizações e standby são outras coisas que continuo achando impressionantes. Sei que a bateria é algo muito individual e que computadores mais caros também avançaram assim. Porém, é a minha primeira vez com essa experiência de “bateria durante todo o dia”.



Já o sistema de atualização do Windows é inconveniente, para dizer o mínimo, e o standby não funciona de forma confiável. No Mac, as atualizações são feitas em períodos que não são inconvenientes e nunca tive a frustração de guardar o laptop com a bateria cheia, para, no dia seguinte, encontrá-la morta. Os diversos Espaços (ambientes de trabalho) são outro ponto que tenho gostado bastante de utilizar; por mais que nas últimas versões do Windows tenha introduzido algo semelhante, as do macOS são fluídas e intuitivas de usar.
Ainda, não ter anúncios no sistema é algo que eu acho muito bom — principalmente quando o preço pelo dispositivo não é barato —, assim como a ausência de bloatware. E mesmo onde a Apple cobra, com a assinatura do iCloud+, não chega perto do quão invasivo é o OneDrive.
Por último, é impossível não elogiar o Spotlight. Uma ferramenta rápida, que realiza operações e consegue encontrar os arquivos — diferentemente da busca no Windows, foi o ⌘ command espaço que realmente mudou meu uso!
O que achei normal (nem bom, nem ruim)
Nem negativo, nem positivo, são os comandos. Houve uma linha de aprendizagem para eu me acostumar com o ⌘ e sua função para realizar as operações, que antes eram realizadas com control (no Windows). Mas é questão de costume e memória muscular.
Além disso, a barra de controle fora do aplicativo é algo que também necessita de aprendizado. Antes, no Windows, ajustes, arquivos, editar, entre outras opções, ficam dentro do próprio app; no Mac, há uma barra específica sempre presente para isso no topo do display.
O que eu não gostei
Não gosto do comportamento do “semáforo”. O único botão que funciona de forma consistente é o de minimizar; o de fechar, às vezes, encerra completamente o aplicativo e em outras deixa ele rodando em segundo plano (a bolinha no Dock para indicar que algum aplicativo está aberto deveria vir ativada de fábrica); o botão de maximizar/tela cheia também tem inconsistência, hora entrando em tela cheia (como o Safari), hora estendendo dentro da mesma Mesa, como os Ajustes do Sistema (System Settings). Eu ainda tenho o costume de encerrar o aplicativo, mesmo que seja uma diferença fundamental entre os sistemas.
Outro ponto que eu acho que prejudica a usabilidade do macOS é a falta de um painel de som separado por fonte, como no Windows — uma ferramenta que eu usava com frequência e no Mac necessito de um aplicativo secundário para isso. Ainda nesse ponto de aplicativos secundários, a necessidade de baixar um aplicativo para controlar o scroll do mouse e do trackpad de forma separada é algo sem necessidade nenhuma, até porque no sistema há a opção do scroll em menus separados para o mouse e o trackpad, mas o ajuste é compartilhado entre eles.
Outra coisa que eu acho que só eu e meia dúzia de pessoas gostávamos era o Launchpad, vivendo poucos meses com a função que foi descontinuada no macOS 26.
Jogos via Steam também são frustrantes. Dos 519 jogos na minha biblioteca, apenas 167 são compatíveis com o macOS, mas isso já era algo de que eu tinha ciência antes de comprar o MacBook Air. Ainda assim, não deixa de ser um ponto negativo, assim como alguns softwares não serem mais compatíveis com o sistema e eu precisar buscar uma solução de emulação ou máquina virtual.

Por último, não é algo só de software, mas de hardware: eu adoraria um Mac com teclado ABNT2 em vez do padrão ANSI. Mesmo assim, eu utilizo o meu teclado como se fosse ABNT2 (por exemplo: ; → ç | ´→ ~ | e assim por diante). A Apple até fabrica um teclado ISO em português, mas as principais diferenças são a ausência das teclas de acentuação na posição que estamos acostumados, a tecla Ç e a return maior. Ainda, a ausência de um delete (que apaga para a direita) sem precisar de uma combinação de teclas é algo bem inconveniente.
Conclusão
Para finalizar, não considero que tenha sido uma transição complicada. Muitas coisas são diferentes, mas acho que dois pontos tornaram essa transição suave.
A primeira é que muito do que eu faço no computador, em geral, é pelo navegador. Seja editar documentos no Google Drive, reuniões no Teams, assistir a filmes e séries, entre outros.
A segunda é a quantidade de aplicativos que estão disponíveis em ambas plataformas. Tirando jogos, pouquíssimos softwares que eu uso diariamente não estão disponíveis para macOS.
É claro que, quanto mais produtos da Maçã compramos, mais entramos nesse ecossistema fechado, o que consequentemente torna mais difícil sair. Mas não posso negar que, enquanto tudo funciona redondinho, é difícil querer sair!
MacBook Pro de 16″
Cores: preto-espacial ou prateado
Tela: padrão ou nano-texture
Chips: M4 Pro ou M4 Max
Memória: 24GB, 36GB, 48GB, 64GB ou 128GB
Armazenamento: 512GB, 1TB, 2TB, 4TB ou 8TB
R$ 31.999,00
Compre agora
MacBook Pro de 14″
Cores: preto-espacial ou prateado
Tela: padrão ou nano-texture
Chips: M5, M4 Pro ou M4 Max
Memória: 16GB, 24GB, 36GB, 48GB, 64GB ou 128GB
Armazenamento: 512GB, 1TB, 2TB, 4TB ou 8TB
Adaptador de energia: USB‑C de 70W ou 96W
R$ 14.699,00
R$ 19.999,00
Compre agora
MacBook Air de 15″
Cores: azul-céu, prateado, estelar ou meia-noite
Chip: M4
Memória: 16GB, 24GB ou 32GB
Armazenamento: 512GB, 1TB ou 2TB
Adaptador de energia: USB‑C de 35W com duas portas ou 70W
R$ 13.949,10
R$ 15.499,00
Compre agora
MacBook Air de 13″
Cores: azul-céu, prateado, estelar ou meia-noite
Chip: M4
Memória: 16GB, 24GB ou 32GB
Armazenamento: 512GB, 1TB ou 2TB
Adaptador de energia: USB‑C de 35W com duas portas ou 70W
R$ 12.999,00
Compre agora
NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos/serviços usando os nossos links de afiliado.