6 curiosidades sobre o telescópio Hubble

6 curiosidades sobre o telescópio Hubble

Segundo um estudo recente publicado pela NASA (veja aqui), o famoso e importantíssimo telescópio Hubble sofrerá uma reentrada descontrolada na atmosfera terrestre no ano de 2033. Infelizmente, este famoso ícone da astronomia não pode ser resgatado e, como forma de homenagear os mais de 35 anos de estudos feitos pelo objeto, o Olhar Digital reuniu 6 curiosidades sobre o Hubble para você admirá-lo antes de seu trágico fim.

6 curiosidades sobre o telescópio Hubble

Hubble é telescópio ou satélite?

Representação artística do Telescópio Espacial Hubble observando uma anã branca. Créditos: Nazarii_Neshcherenskyi – Shutterstock (anã branca) / vhv.rs (Hubble). Edição: Olhar Digital

Há quem acredite que o Hubble pode ser somente uma única coisa. Ele, com tudo, é ao mesmo tempo um telescópio e um satélite. Diferenciado, né?

A astronomia e a NASA definem como satélite um objeto (natural ou artificial) que orbita um corpo celeste muito maior. Já o telescópio é definido como um instrumento óptico, desenvolvido pelo homem para observar o espaço e seus corpos celestes.

O Hubble orbita a Terra (que é gigante, convenhamos), e por isso é considerado um satélite. Mas, como foi criado com a proposta de observação, também é um telescópio.

Dito isso, Hubble é, ao mesmo tempo, um telescópio e um satélite.

Já fez mais de 1 milhão de observações

Imagem da Nebulosa da Borboleta feita pelo Telescópio Espacial Hubble
Imagem da Nebulosa da Borboleta feita pelo Telescópio Espacial Hubble (Imagem: NASA/ESA/Equipe Hubble SM4 ERO)

O Hubble foi enviado ao espaço em 1990 e está ativo até hoje. Nesses mais de 35 anos, ele já fez mais de 1 milhão de observações continuamente: dados extensos e detalhados sobre planetas, estrelas, galáxias, nebulosas, tempestades, explosões e muito mais.

Para os astrômenos, esses dados contêm muito mais do que fotos bonitas, mas informações preciosas para entender aspectos complexos dos corpos celestes.

Contudo, para quem gosta de fotografia, há muitas imagens interessantes que foram tiradas pelo objeto. Você pode conferi-las clicando aqui.

Encontrou galáxias mais antigas que o Sistema Solar

A galáxia GN-z11, no centro da qual o Telescópio Espacial James Webb descobriu o buraco negro mais antigo já detectado. Crédito: Space Telescope Science Institute/NASA

Em setembro de 2023, o site Space divulgou que o Hubble encontrou uma galáxia com mais de 11 bilhões de anos, um feito especial e surpreendente, considerando que nosso Sistema Solar tem uma idade estimada em 4,6 bilhões de anos.

Mas as descobertas não param por aí. Veja o nome de outras galáxias mais antigas que o nosso Sistema e que também foram descobertas pelo Hubble:

  • GN-z11
  • MACS0647-JD
  • UDFj-39546284
  • EGSY8p7
  • z8_GND_5296, e muito mais.

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Registrou tempestades em Júpiter

Novas imagens de alta resolução do Hubble revelam que a Grande Mancha Vermelha de Júpiter não é tão estável quanto se pensava. Crédito: NASA / JPL-Caltech / SwRI / MSSS / Gerald Eichstädt / Seán Doran

Dentre as observações registradas em nosso Sistema, podemos citar a Grande Mancha Vermelha em Júpiter: um fenômeno observado pelo Hubble.

A Mancha é formada por um anticiclone tão incrivelmente grande que seria capaz de engolir a Terra por, pelo menos, 150 anos. Dentre os dados encontrados, estão os que informam que a Mancha não é uniforme: seu tamanho e forma variam conforme o tempo.

Flagrou estrelas nascendo em nebulosas

Pilares da Criação, localizada na Nebulosa da Águia e registrada pelo Telescópio Hubble (Reprodução: Hubble/NASA)

Uma das imagens mais icônicas registradas pelo Hubble ocorreu na Nebulosa da Águia: um aglomerado de poeira e estrelas, a Pillars of Creation, nascendo dentro na nebulosa.

Nessa região, nuvens extensas e com alta densidade de gás e poeira entram em colapso, o que forma novas estrelas.

Observações como essa não somente fornecem imagens incríveis, como dados científicos importantes sobre a física e dinâmica do gás interestelar.

Estimou a idade do Universo

Quem nunca se perguntou o quão antigo é o espaço? As estimativas que datavam antes do Hubble previam cerca de 10 a 20 bilhões de anos.

Contudo, algo impressionante aconteceu: por meio do Hubble, foram observadas diferentes estrelas em galáxias vizinhas, e isso refinou a estimativa de idade do Universo para cerca de 13,8 bilhões.

Essa constatação foi tão importante que confrontou diretamente alguns modelos cosmológicos teóricos.

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