Amazon libera táxi sem volante nos EUA; veja como funciona

Amazon libera táxi sem volante nos EUA; veja como funciona

A Zoox, empresa de veículos autônomos da Amazon, recebeu autorização nos Estados Unidos para operar comercialmente seus robotáxis sem volante e pedais. A liberação permite cobrar por corridas e coloca o projeto em uma nova fase após anos de testes.

Segundo a Reuters, a aprovação foi concedida pela Administração Nacional de Segurança no Trânsito Rodoviário dos EUA (NHTSA), mas veio acompanhada de exigências para monitorar o comportamento dos veículos nas ruas.

zoox
A autorização veio com condições: a Zoox terá de informar acidentes e outras ocorrências às autoridades americanas. Imagem: T. Schneider/Shutterstock

Veículo da Zoox foi criado do zero para dirigir sozinho

A autorização é considerada um marco porque envolve um modelo desenvolvido especificamente para condução autônoma, diferente de carros tradicionais adaptados posteriormente para receber tecnologia sem motorista.

O veículo da Zoox tem duas fileiras de bancos voltadas uma para a outra, não possui volante ou comandos convencionais e alcança velocidade máxima de 75 milhas por hora (cerca de 120 km/h).

A NHTSA autorizou a empresa a operar até 2.500 veículos em cada um dos próximos dois anos. A agência também determinou regras adicionais de acompanhamento, incluindo relatórios sobre acidentes e situações em que o sistema apresente comportamento inadequado.

Podemos dizer com bastante clareza que os sistemas instalados na Zoox superam os requisitos equivalentes de desempenho de um veículo compatível.

Jonathan Morrison, administrador da NHTSA, à Reuters.

Mesmo com a autorização, os veículos não poderão ser vendidos ao público. A permissão é voltada para operação comercial controlada.

Robotáxi elétrico da Zoox
Mesmo liberados para operar, os veículos continuarão sob monitoramento. A autorização pode ser cancelada se houver falhas graves. Imagem: Divulgação/Zoox

Segurança ainda preocupa reguladores

A Zoox entra agora em uma disputa que envolve outras gigantes da tecnologia, como Tesla e Waymo, que também trabalham para ampliar serviços de transporte autônomo nos Estados Unidos.

Para acompanhar a evolução desses sistemas, a NHTSA estabeleceu algumas condições:

  • Operadores remotos dos veículos devem estar localizados nos Estados Unidos;
  • A Zoox precisa divulgar mapas das áreas onde os carros circulam;
  • Ocorrências envolvendo acidentes ou falhas devem ser comunicadas;
  • A autorização pode ser revista caso surjam problemas graves.

Atualmente, a empresa já transporta passageiros durante testes em partes de Las Vegas e São Francisco. Com o novo aval, poderá cobrar pelas viagens, desde que cumpra as exigências estaduais e locais.

Regras antigas tentam acompanhar nova tecnologia

O crescimento dos robotáxis também pressiona os órgãos reguladores a atualizar normas criadas quando veículos ainda dependiam totalmente de motoristas humanos.

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A NHTSA informou que pretende desenvolver os primeiros padrões federais para sistemas automatizados de direção até o fim do governo Trump. A agência também avalia mudanças em regras que exigem equipamentos tradicionais, como pedais de freio e retrovisores.

Apesar do avanço comercial, problemas de segurança continuam no radar. A Zoox recolheu 105 veículos para atualizar o software após identificar uma possível dificuldade na detecção de fumaça intensa durante emergências.

“Se continuarmos vendo problemas, não hesitaremos em usar toda a extensão da nossa autoridade de fiscalização”, disse Morrison.

A autorização abre espaço para uma nova etapa dos robotáxis, mas a adoção em larga escala dependerá da capacidade dessas empresas de provar que os veículos conseguem lidar com situações reais do trânsito.

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