Apple e Intel: acordo pode redesenhar a produção de chips nos EUA

Apple e Intel: acordo pode redesenhar a produção de chips nos EUA

Uma possível parceria entre Apple e Intel movimentou o setor de tecnologia nesta semana. Segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as empresas chegaram a um acordo para projetar e fabricar chips em solo americano.

A iniciativa, explica a Reuters, pode ajudar a Apple a ampliar suas alternativas de fabricação em um momento de forte disputa global por capacidade de produção de semicondutores.

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Hoje dependente da TSMC, a Apple busca ampliar suas opções de fabricação de chips. Imagem: bluestork/Shutterstock – Imagem: bluestork/Shutterstock

Parceria pode reduzir dependência da TSMC

De acordo com uma publicação feita por Trump na rede Truth Social, a Apple concordou em trabalhar com a Intel no desenvolvimento e na fabricação de chips nos Estados Unidos. Embora as empresas ainda não tenham comentado oficialmente o assunto, a informação reforça relatos que circulam no mercado há meses.

Hoje, a Apple depende fortemente da TSMC para produzir seus chips mais avançados. O desafio é que as linhas da fabricante taiwanesa estão entre as mais disputadas do mundo, especialmente por empresas ligadas à inteligência artificial, como Nvidia e AMD.

Nesse cenário, uma parceria com a Intel surge como uma alternativa para ampliar sua capacidade de fabricação e reduzir a dependência de um único fornecedor.

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Intel vê na parceria a chance de fortalecer sua operação de manufatura nos Estados Unidos. Imagem: JHVEPhoto/iStock

Intel ganha novo impulso

A notícia teve impacto imediato entre investidores. As ações da Intel avançaram cerca de 6,5% nas negociações pré-mercado, ampliando uma valorização que já chega a aproximadamente três vezes neste ano.

Segundo o Wall Street Journal, a Intel chegou a um acordo preliminar para fabricar alguns chips para a Apple após mais de um ano de negociações. Embora os detalhes não tenham sido divulgados, a possibilidade de fornecer componentes para uma das maiores fabricantes de eletrônicos do mundo é vista como uma oportunidade importante para a companhia.

Além disso, a fabricante de semicondutores informou nesta semana que sua tecnologia de produção 18A entrou na fase inicial de fabricação. A empresa também afirmou observar uma forte demanda por seus processadores centrais.

Um contrato com a Apple garantiria demanda contínua para a Intel. A parceria também ajudaria a fortalecer a área de manufatura da empresa, que perdeu espaço para a TSMC nos últimos anos.

Braços robóticos automatizados montam placas de circuito em linha de produção
O governo americano segue ampliando esforços para fortalecer a produção local de semicondutores e reduzir a dependência da produção chinesa. Imagem: Gorodenkoff / Shutterstock – Imagem: Gorodenkoff / Shutterstock

Governo reforça aposta na indústria local

A possível parceria surge em um momento em que o governo americano tenta fortalecer a fabricação nacional de semicondutores e reduzir dependências externas.

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No ano passado, o governo Trump adquiriu uma participação de 10% na Intel e anunciou planos para investir cerca de US$ 10 bilhões na companhia para construir ou ampliar fábricas no país.

Trump também comentou anteriormente que “deveria ter pedido uma participação maior” na fabricante de chips. O governo tem ampliado ações voltadas à segurança das cadeias de suprimentos de semicondutores e minerais críticos, incluindo a aquisição de participações em empresas para reduzir a dependência da China.

Se o acordo avançar, a Intel ganhará um cliente de enorme relevância, enquanto a Apple ampliará suas opções de fabricação. A possível parceria também reforça a estratégia dos Estados Unidos de trazer uma parcela maior da produção de chips para dentro do país.

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