Artemis 2: astronautas reagem com calma a teórico da conspiração

Artemis 2: astronautas reagem com calma a teórico da conspiração

Astronautas da missão Artemis 2 foram alvo de provocações de um teórico da conspiração durante um evento público no Capitólio dos Estados Unidos. O homem acusou os integrantes da missão de “mentir” e afirmou que eles “nunca foram ao espaço”, enquanto gravava a abordagem com o celular.

Nas imagens, o provocador segue os quatro astronautas por alguns passos e diz frases como “sigam Jesus”, “Deus está observando vocês” e que a “psyop” (abreviação de psychological operation ou operação psicológica) da NASA “não está funcionando em milhões de pessoas”. Apesar da situação, a tripulação apenas se afastou sem responder às acusações. Victor Glover, piloto da Artemis 2, chegou a parecer que reagiria, mas apenas desejou o melhor ao homem antes de ir embora.

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O caso acabou lembrando um episódio famoso envolvendo Buzz Aldrin, o segundo homem a pisar na Lua. Em 2002, o astronauta foi confrontado pelo teórico da conspiração Bart Sibrel, que o acusou de mentir sobre a missão Apollo 11. Após insistentes provocações e ofensas, Aldrin acabou dando um soco no homem. O caso ganhou repercussão na época, mas a tentativa de processo contra o astronauta foi rejeitada pela Justiça, que considerou Sibrel o responsável por provocar a situação.

Teorias sobre a Lua continuam circulando

O episódio recente mostra como as teorias da conspiração sobre as missões lunares continuam populares décadas depois da Apollo 11. Essas alegações afirmam que os pousos na Lua teriam sido forjados pelo governo dos Estados Unidos para vencer a corrida espacial contra a União Soviética e desviar atenção da Guerra do Vietnã.

Grupos como os defensores da Terra plana passaram a direcionar acusações semelhantes à missão Artemis 2, alegando que ela também faria parte de uma fraude. As teorias persistem mesmo com transmissões públicas da NASA e milhares de pessoas acompanhando lançamentos presencialmente na Flórida.

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Missão Artemis 2 sofre ataques semelhantes, mesmo décadas depois da Apolo 11 – Imagem: NASA/Bill Ingalls

Evidências contra as teorias conspiratórias

As evidências sobre a autenticidade das missões lunares incluem amostras coletadas na Lua e verificadas por fontes independentes, além dos equipamentos utilizados durante as missões Apollo.

Também existem registros feitos por espaçonaves de países como China, Índia e Japão que fotografaram os locais de pouso das missões Apollo. As imagens mostram partes dos módulos, equipamentos deixados na superfície lunar e marcas das pegadas dos astronautas.

Outro ponto frequentemente citado envolve o contexto da Guerra Fria. Como a missão Apollo 11 ocorreu durante a disputa entre Estados Unidos e União Soviética, qualquer indício de fraude provavelmente teria sido explorado pelos soviéticos na época.

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