Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a missão Artemis 2 deixou a Lua para trás e agora se aproxima da Terra. A cápsula Orion, batizada de Integrity pela tripulação, realizou na noite de terça-feira (7) uma manobra de correção para seguir a trajetória correta de retorno. A fase de reentrada será delicada, com previsão de atingir velocidade recorde para seres humanos.
Os propulsores da espaçonave foram acionados por 15 segundo às 21h03, pelo horário de Brasília, o que aumentou a velocidade em cerca de 50 centímetros por segundo, ajustando o caminho para o pouso no Oceano Pacífico, próximo à Califórnia, esperado para sexta-feira (10), às 21h07 – e com transmissão ao vivo pelo Olhar Digital, é claro!
Em resumo:
- A missão Artemis 2 deixou a Lua e agora segue em direção à Terra;
- A cápsula Orion ajustou sua trajetória acionando brevemente os propulsores;
- A nave viajará mais rápido que qualquer veículo espacial anterior com humanos a bordo;
- O pouso será no Oceano Pacífico, perto da Califórnia;
- Uma embarcação da Marinha dos EUA vai ser usado pela NASA como navio de resgate da tripulação.

Reentrada da Artemis 2 será a mais veloz da história
A nave que conduz Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, os quatro astronautas da missão Artemis 2, está acelerando em direção à Terra. Segundo a NASA, a gravidade aumenta a velocidade da cápsula para aproximadamente 40 mil km/h – o que permitiria viajar do Brasil ao Japão em menos de meia hora. Isso pode superar o recorde da Apollo 10, que atingiu 39.937 km/h na reentrada.
No caso da missão não tripulada Artemis 1, a velocidade foi menor, e a trajetória ligeiramente diferente. A cápsula naquela ocasião usou a reentrada por ricochete, quicando na atmosfera antes de abrir os paraquedas. Esse método ajudou a desacelerar, mas causou estresse extra no escudo térmico.
O escudo térmico da Orion suporta temperaturas de milhares de graus. Na missão anterior, surgiram pequenas rachaduras durante a reentrada. Por segurança, a Artemis 2 adotou um método diferente, reduzindo o tempo em altas temperaturas.
Kenna Pell, da NASA, explicou ao site Space.com que a mudança limita a distância percorrida entre a entrada na atmosfera e o pouso. Assim, o escudo térmico sofrerá menos estresse, aumentando a segurança da tripulação.

Leia mais:
- “Beleza e escuridão”, astronautas da Artemis 2 contam como é o espaço profundo
- Artemis 2: NASA revela foto inédita de região inteira da Lua
- Artemis 2: confira as imagens mais impactantes da missão até o momento!
NASA ajusta trajetórias para proteger astronautas
O planejamento da reentrada é fundamental para o sucesso da missão. Pequenas alterações de trajetória e velocidade podem reduzir riscos e proteger a cápsula. Cada ajuste é calculado para evitar sobrecarga no escudo térmico.
A equipe da NASA monitora a posição da Orion em tempo real. O horário e o ponto exato do pouso dependerão das condições meteorológicas no Pacífico. O porta-aviões USS John P. Murtha, que será usado como balsa de resgate da tripulação, já saiu do porto.
Mais detalhes sobre a reentrada serão divulgados nos próximos dias. E na noite de sexta vamos saber se realmente a Artemis 2 vai alcançar a maior velocidade já atingida por seres humanos – o que se soma aos recordes superados pela missão:
- Primeira missão tripulada do século XXI a sobrevoar a Lua: nenhuma missão humana desde a Apollo 17 em 1972 chegou tão longe;
- Diversidade: além de ter a primeira mulher e o primeiro homem negro a ultrapassar a órbita baixa da Terra, a tripulação forma a primeira equipe internacional a sobrevoar a Lua – todos os astronautas das missões Apollo eram dos EUA;
- Distância recorde: a cápsula Orion alcançou cerca de 407 mil km da Terra, superando o recorde da Apollo 13 (400.171 km) e se tornando a missão humana a ir mais longe no espaço.
O post Artemis 2 se prepara para quebrar o recorde de maior velocidade já atingida por humanos apareceu primeiro em Olhar Digital.