Cães-robôs podem virar os novos ajudantes dos astronautas na Lua

Cães-robôs podem virar os novos ajudantes dos astronautas na Lua

A China quer colocar cães-robôs para trabalhar ao lado de astronautas na futura Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS). O plano prevê que as máquinas participem da construção e manutenção da base, explorem recursos e assumam tarefas do dia a dia, explica o South China Morning Post.

A ILRS deve estar totalmente operacional até 2035. Antes disso, Pequim pretende levar astronautas à Lua e testar tecnologias necessárias para manter humanos e robôs trabalhando juntos na superfície.

Cão-robô
Cães-robôs na Lua? A proposta chinesa prevê máquinas capazes de trabalhar, patrulhar a base e conversar com astronautas. – Imagem: Reprodução/Youtube

O que os cães-robôs vão fazer

A missão prevista terá três astronautas. Um deles poderá controlar dois cães-robôs, enquanto outro ficará responsável pela coleta de rochas e por outras atividades científicas. O terceiro permanecerá dentro de um veículo pressurizado, coordenando a operação e outros robôs.

As máquinas também terão papel na exploração dos recursos lunares. Entre as tarefas planejadas estão:

  • buscar e coletar gelo de água;
  • auxiliar na mineração;
  • participar de construções com materiais encontrados na Lua;
  • ajudar a transformar tubos de lava em habitats;
  • fazer patrulhas e inspeções na estação.

Os tubos de lava são túneis subterrâneos criados pelo fluxo de lava vulcânica. Quando a superfície se solidifica e o interior permanece oco, essas estruturas se formam e podem ser aproveitadas na futura instalação lunar.

Companhia para quem estiver na Lua

Os cães-robôs não ficarão restritos ao trabalho pesado. A proposta inclui uma rede de robôs quadrúpedes, veículos com rodas e braços articulados para cuidar de atividades rotineiras da estação.

Eles poderão ajudar a regular o ar e a temperatura, limpar os ambientes, cuidar das plantas e preparar refeições. Também devem ser capazes de conversar com os astronautas e fazer companhia durante a permanência em um ambiente isolado.

“O modelo de colaboração humano-robô proposto permite aproveitar os pontos fortes complementares de ambos”, afirmaram os cientistas em nota. Para eles, o modelo pode servir de referência para a construção e a operação da estação lunar.

Construção começa com desafios pela frente

A China planeja enviar astronautas à Lua antes de 2030 e concluir a ILRS até 2035, em parceria com a Rússia e outros países. A base será instalada perto do polo sul lunar. Até 2045, Pequim pretende ampliar o projeto com uma estação orbital.

Os módulos terão cerca de três metros de diâmetro, volume interno de aproximadamente 16 metros cúbicos e massa próxima de dez toneladas. O material deverá resistir à radiação, às temperaturas extremas e à poeira lunar.

A missão Chang’e-7, não tripulada, está prevista para o fim de agosto de 2026 e buscará gelo de água no polo sul. O recurso poderá ser importante para futuros habitantes da base.

Ainda há problemas técnicos a resolver. Os sistemas de inteligência artificial usados pelos robôs foram treinados principalmente em ambientes terrestres que simulam a Lua. A estação também precisará criar sua própria infraestrutura de comunicação e navegação.

No cenário projetado pelos pesquisadores, humanos continuarão tomando as decisões mais importantes enquanto os robôs executarão tarefas de forma autônoma.

O post Cães-robôs podem virar os novos ajudantes dos astronautas na Lua apareceu primeiro em Olhar Digital.