CEOs de grandes empresas estão se demitindo – e a culpa é da IA

CEOs de grandes empresas estão se demitindo – e a culpa é da IA

A inteligência artificial já está influenciando até decisões no alto escalão de grandes empresas. Nos últimos meses, dois CEOs de multinacionais relataram que a transformação impulsionada pela tecnologia pesou na escolha de deixar seus cargos e abrir espaço para novas lideranças.

Um dos casos é o de James Quincey, que comandava a Coca-Cola desde 2017. Em entrevista à CNBC, o executivo afirmou que sua saída está ligada a uma nova fase da companhia, marcada pela chegada da IA generativa. Segundo ele, o momento exige uma mudança de perfil na liderança.

Quincey destacou que, embora a empresa tenha avançado em diversos aspectos antes da popularização da IA, o cenário atual representa uma ruptura mais profunda. Para ele, a próxima etapa demanda alguém com energia e foco para conduzir uma transformação mais ampla. O cargo será assumido por Henrique Braun, atual diretor de operações da companhia.

A avaliação do executivo reflete um movimento mais amplo no setor corporativo, em que a transição para tecnologias baseadas em IA vem sendo encarada como um ponto de inflexão estratégico.

Situação semelhante foi relatada por Douglas McMillon, ex-CEO do Walmart. Em declaração anterior à sua saída, o executivo afirmou que a velocidade das mudanças trazidas pela inteligência artificial influenciou sua decisão de antecipar a sucessão.

McMillon, que liderava a varejista desde 2014, disse que poderia iniciar um novo ciclo de transformação baseado em IA, mas dificilmente conseguiria conduzi-lo até o fim. A percepção de que o próximo estágio exigiria continuidade de longo prazo foi determinante para a escolha de deixar o cargo. Ele foi substituído por John Furner no início deste ano.

Walmart
CEO do Walmart citou IA como influência na demissão (Imagem: shutterstock/Michael Vi)

Empresas vêm incorporando IA no dia a dia

No Walmart, a inteligência artificial já vem sendo incorporada em diferentes frentes, como automação da cadeia de suprimentos e desenvolvimento de assistentes digitais para consumidores. Segundo McMillon, a expectativa é que a empresa amplie ainda mais essas iniciativas nos próximos anos.

Os relatos indicam que a IA não está apenas redefinindo produtos e serviços, mas também impactando diretamente a gestão das empresas. Para alguns líderes, o momento atual representa uma transição geracional, em que novas competências e visões estratégicas passam a ser consideradas essenciais para conduzir a próxima fase de crescimento.

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