O tribunal federal da Califórnia testemunhou nesta semana um depoimento que expõe as ásperas divergências nos primórdios da OpenAI. Greg Brockman, presidente e cofundador da empresa criadora do ChatGPT, afirmou que Elon Musk – um dos primeiros investidores e apoiadores da startup – classificou um dos modelos antecessores do famoso chatbot como “estúpido” e chegou a dizer aos pesquisadores do projeto que “crianças na internet poderiam fazer um trabalho melhor”.
Segundo Brockman, que testemunhou pelo segundo dia consecutivo no julgamento, as críticas de Musk não eram isoladas. Ao lado de Sam Altman (hoje CEO da OpenAI) e Ilya Sutskever (ex-chefe de ciência da empresa), os executivos tiveram uma série de conversas tensas com o bilionário sobre o rumo da startup há quase uma década.
As queixas de Musk sobre o desempenho inicial dos modelos de inteligência artificial da OpenAI não apenas expunham uma impaciência que preocupava os cofundadores, mas também sinalizavam divergências fundamentais sobre a estratégia e a visão de longo prazo da empresa. O ambiente, segundo o depoimento, tornou-se carregado de tensão.

Reflexos para o julgamento e para o setor de IA
O processo em andamento atrai atenção não apenas pelo nome de Musk, mas pelas potenciais consequências para o controle e o futuro da OpenAI. As revelações sobre os atritos históricos podem influenciar a percepção pública sobre a liderança da empresa e sobre o papel de Musk em seu desenvolvimento inicial.
O testemunho de Brockman oferece uma janela inédita para os bastidores da OpenAI antes do sucesso explosivo do ChatGPT. Na época, a startup ainda buscava definir sua identidade em um campo de inteligência artificial muito menos disputado. As críticas severas de Musk ao que viria a se tornar um dos produtos mais influentes da empresa ajudam a explicar por que os caminhos do bilionário e da OpenAI se separaram.
O julgamento, que ainda está em andamento, promete trazer mais detalhes sobre a complexa relação entre os fundadores de uma das empresas mais valiosas do setor de tecnologia. A decisão final pode ter implicações práticas sobre direitos de propriedade intelectual, controle acionário e o poder de decisão sobre os rumos da inteligência artificial.
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