Um foguete Atlas V, da United Launch Alliance (ULA), está programado para lançar 29 satélites de internet da Amazon para a órbita baixa da Terra nesta segunda-feira (27) – e quem quiser poderá acompanhar tudo ao vivo.
A decolagem ocorrerá na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, dentro de uma janela de 29 minutos que se abre às 21h52, no horário de Brasília. A transmissão oficial será feita pelo canal da ULA no YouTube, começando cerca de 20 minutos antes do lançamento.
Chamada Amazon Leo 6, a missão representa o sexto voo do Atlas V voltado à formação da constelação de satélites de internet banda larga da empresa. Esses equipamentos serão colocados em órbita baixa da Terra (LEO, na sigla em inglês, que deu nome à rede), região que permite conexões mais rápidas e com menor atraso na transmissão de dados.
Foguete da SpaceX é recordista de lançamentos do projeto
Até o momento, o programa já soma nove missões concluídas. Dessas, cinco foram realizadas com o Atlas V, da United Launch Alliance (ULA), três com o Falcon 9, da SpaceX, e uma com o Ariane 6, da Arianespace. Cada lançamento leva lotes de satélites que vão sendo integrados gradualmente à constelação, formando a estrutura completa da rede ao longo dos próximos anos.
Na manhã de terça-feira (28), o foguete Ariane 6 deve realizar o segundo lançamento da constelação, a partir do Centro Espacial da Guiana Francesa. A missão reforça o ritmo acelerado de implantação da rede global planejada pela Amazon.
Nas primeiras missões do Atlas V, foram lançados 27 satélites por voo. Recentemente, a Amazon Leo 5 transportou 29 satélites e atingiu cerca de 18 toneladas, estabelecendo um recorde para o foguete, desempenho que deve ser mantido pelo lançamento desta noite.

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Sobre a Amazon Leo
Fundada por Jeff Bezos, a Amazon já conta com mais de 200 satélites em órbita e planeja expandir a constelação para cerca de 3.200 unidades. O objetivo é oferecer acesso à internet de alta velocidade em diferentes regiões do planeta, incluindo áreas remotas. O modelo segue a tendência de grandes redes formadas por milhares de pequenos satélites.
A Starlink, líder nesse segmento, opera atualmente uma constelação com aproximadamente 10 mil satélites ativos. A disputa entre as empresas ocorre em um setor considerado estratégico, tanto do ponto de vista comercial quanto geopolítico. A conectividade espacial é essencial para comunicações, serviços e segurança digital.
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