Vencer a corrida da inteligência artificial exige mais do que desenvolver e lançar bons modelos. É preciso combinar tecnologia de ponta, uma infraestrutura em escala quase ilimitada, acesso massivo a dados dos usuários e, claro, ter as ferramentas, de fato, usadas pelos usuários.
Nesse cenário, tem uma empresa que começou atrás na corrida, mas assumiu a liderança. Uma análise do The Verge pontuou que o Google é atualmente a única empresa que parece reunir todas essas peças. E os movimentos recentes da big tech indicam uma estratégia clara para assumir a liderança global em IA com o Gemini.

Google começou atrás na corrida de IA
O ChatGPT foi lançado em novembro de 2022 e, rapidamente, ganhou atenção do mundo inteiro. Outras empresas começaram a correr atrás do prejuízo.
O Google foi uma delas, mas não obteve sucesso imediato. Exemplo disso é o Bard, chatbot que veio antes do Gemini e foi um verdadeiro fracasso. Conversas internas de funcionários da empresa, vazadas na época do lançamento da IA, revelaram que eles a chamavam de “pior do que inútil” e pediam que ela não fosse lançada (leia mais aqui).
O Google seguiu trabalhando. No início de 2024, o Bard deu lugar ao Gemini, que se tornou a grande aposta da big tech no setor de IA. E deu resultado.

Gemini 3 é um dos melhores modelos de IA do mercado
É o que dizem especialistas. O Gemini 3, versão mais atual do modelo de linguagem do Google, foi lançado em novembro de 2025 e descrito como a “IA mais inteligente” da empresa até agora. Ele teve sucesso em vários benchmarks da indústria de IA em uma ampla gama de tarefas, inclusive superando concorrentes como o ChatGPT e o Claude.
Com isso, a big tech assumiu vantagem na corrida de IA. Segundo o The Verge, parte disso é graças à infraestrutura própria:
- O Gemini 3 foi treinado com TPUs desenvolvidas internamente, chips especializados que o Google aperfeiçoa há anos;
- Isso reduz a dependência da cadeia de suprimentos da Nvidia e permite otimizar custos, desempenho e escala – um nível de controle que poucos concorrentes possuem no desenvolvimento de IA.

Ampliar o alcance do Gemini
Com a tecnologia pronta, o próximo passo é ampliar o alcance… e o Google apostou em parcerias.
A big tech anunciou nesta semana um acordo com a Apple para integrar o Gemini na Siri. Para a empresa da maçã, a parceria representa uma tentativa de tornar sua assistente virtual mais competitiva, mesmo que isso envolva um investimento anual bilionário. Para o Google, o impacto é ainda mais estratégico: a Siri processa cerca de 1,5 bilhão de solicitações diárias, e uma parcela significativa dessas interações deve incluir o Gemini.
Esse movimento acelera a expansão do ecossistema do Google em IA. Embora o ChatGPT ainda concentre uma base maior de usuários diretos, a integração com a Siri coloca o Gemini no centro de uma das interfaces mais usadas do mundo. E cada nova interação significa mais dados, mais contexto e mais capacidade de refinamento do modelos – um ciclo que fortalece ainda mais a vantagem competitiva da empresa.
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Outro anúncio recente reforça essa posição. O Google lançou um recurso chamado “Inteligência Pessoal”, que conecta o Gemini ao conjunto de dados que a empresa já tem dos seus usuários. Com isso, o sistema pode gerar respostas levando em conta histórico de buscas, e-mails, vídeos assistidos, fotos, arquivos e navegação no Chrome. A proposta elimina a necessidade de fornecer longos contextos manualmente e torna as respostas mais personalizadas. O Olhar Digital deu os detalhes aqui.
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